Rio Branco
30°C
domingo, 5 de julho de 2026
16:11

Transferência de Haroldo para Manaus é desaconselhada por médicos do Acre

POR AGOSTINHO ALVES

A transferência do profissional da área da Saúde, Haroldo Galvão, que está internado na capital acreana, com Covid-19, virou uma grande polêmica. A família quer que Haroldo seja transferido para Manaus e exige isso da Secretaria Municipal de Saúde de Boca do Acre, que por sua vez já realizou todos os contatos com a capital amazonense e conseguiu que uma UTI aérea ficasse à disposição para o caso de a viagem ser necessária.

Por outro lado, a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (SESACRE), não autoriza a viagem do paciente. O principal argumento é que Haroldo não irá encontrar tratamento diferenciado para a doença em Manaus, pois todo o procedimento que está sendo feito no Acre, com equipamentos, pessoal e medicamentos, será realizado na capital do Amazonas.

Os profissionais da Saúde do Acre advertem ainda que uma viagem é extremamente perigosa e desaconselhável, em razão de Haroldo está entubado, o que requer uma logística delicada, arriscada e que pode até resultar no óbito do profissional.

Boletim aponta melhora
O último boletim publicado pela unidade de saúde onde Haroldo está internado, mostra evolução no quadro. O documento médico afirma que todos os órgãos de Haroldo estão intactos, exceto os pulmões, mas que já começaram a reagir à medicação e a melhora do paciente já é sensível.

Há empenho
A Secretaria de Saúde de Boca do Acre garante que já fez todos os contatos e conseguiu um avião que está de prontidão, caso seja necessária a transferência de Haroldo para alguma unidade de Saúde do Amazonas.

No entanto, conforme esclareceu a Semsa, quem decide pela transferência do paciente é o Acre, uma vez que, o paciente dando entrada no sistema de saúde do estado vizinho, é o Acre quem passa a ter gerência sobre o caso e é ele também quem delibera sobre a transferência, ou não.

Ainda de acordo com a Secretaria, a família de Haroldo quer a transferência, por acreditar que em Manaus haverá mais recursos para salvar a vida do profissional. A tese dos familiares é descartada pelos médicos acreanos, que garantem que Manaus oferecerá o mesmo tratamento que está sendo feito em Rio Branco.