Trabalhadores protestam contra a reforma da Previdência

Estima-se que quase dois mil trabalhadores estiveram em frente ao Palácio Rio Branco, nessa sexta-feira, 31, para protestarem contra a PEC da morte, a PEC da Previdência. Manifestantes caminharam pela Avenida Getúlio Vargas, provocando engarrafamentos no trânsito da capital.

Mais de 50 escolas de Rio Branco e algumas do interior aderiram ao protesto, além de servidores públicos, trabalhadores rurais e outros segmentos.

Todos os trabalhadores ativos entrarão no novo sistema. Aqueles que têm menos de 50 anos (homens) ou 45 anos (mulheres) deverão obedecer às novas regras integralmente, caso venha ser aprovada no Congresso.

O governo pretende fixar idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria e elevar o tempo mínimo de contribuição para 25 anos. Atualmente, não há idade mínima para o trabalhador se aposentar. Pelas regras em vigor, é possível pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 35 anos no caso dos homens. Se aprovada for, é preciso atingir a fórmula de 85 anos (mulheres) e 95 anos (homens, que é a soma da idade com o tempo de contribuição).

Segundo a diretora do Departamento da Mulher do Sinteac, Odete de Lima Lins, o manifesto teve um grande impacto.

“Conseguimos um grande impacto, o presidente golpista já recuou em algumas coisas. Ele está perdendo sua base aliada, e a culpa dessa reforma é toda dele. Se aposentou com 55 anos ganhando um salário de R$ 30.000,00. Não dar para aceitar isso e ficar de braços cruzados. Fora Temer, fora a PEC da morte!”, disse a sindicalista.

Edson Pinheiro, coordenador da Escola de Campo do Sindicato, também não concorda com a proposta sugerida.

“Esse movimento é feito com a preocupação do que pode vir a acontecer ou não. Eles (governo) falam que a educação está fora, mas não. Todos irão passar a ganhar mais e nós menos. Eu sei que as empresas são interessadas no tocante a terceirização. A classe política será outra beneficiada, em virtude da mesma reter o dinheiro do trabalhador. Não existe essa história de previdência quebrada, lá é um gerador de dinheiro, todos os meses minha contribuição vem descontada”, enfatizou.