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domingo, 2 de agosto de 2026
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Trabalhadores da Educação permanecem sem garantias concretas de reajuste

Professores, servidores e aposentados da Educação se mobilizaram nesta quarta-feira (10) em frente ao Palácio Rio Branco para reivindicar por valorização salarial. Caso o governo não atenda às solicitações, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) deve entrar em greve ainda no primeiro semestre.

A categoria cobra reajuste de 3,62% e o retorno dos 10% na referência da tabela do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) – percentual que foi reduzido para 7% nos últimos anos.

Mesmo com chuva, a categoria aderiu ao movimento e se abrigou no hall da Aleac para protestar por melhores condições salariais. (Foto: Cedida)

A reivindicação foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na terça-feira (9). A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, lamentou a falta de apoio da base governista. “Há falta de cumprimento das promessas governamentais e dificuldade em obter reajustes salariais. O sistema da educação está em crise com profissionais sobrecarregados e adoecidos”.

Outra pauta levantada foi a situação salarial dos 8 mil profissionais que já cumpriram o tempo de serviço nas escolas.

“A mobilização dos aposentados, representados pelo movimento ‘Cabeças Brancas’, é essencial para fortalecer a luta sindical e cobrar por justiça. Temos um estudo que demonstra as perdas salariais significativas enfrentadas pelos profissionais da educação nos últimos anos, evidenciando a necessidade urgente de medidas corretivas por parte do governo”, avaliou Rosana Nascimento.

Em março, um grupo das “Cabeças Brancas” já havia ido à Aleac para cobrar ações efetivas do governo. “Nós estamos aqui para pedir a revisão do nosso PCCR da Educação. Precisamos desse resgate”, disse a professora aposentada Rosângela Castro.

Segundo levantamento do Sinteac, o montante disponível para a Educação seria suficiente para atender às demandas dos trabalhadores, considerando os repasses do Salário-Educação e as verbas da Secretaria de Estado de Educação (SEE), R$ 2,3 bilhões, e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), R$ 1,7 bilhão.

Em resposta, o secretário de Educação, Reginaldo Prates, e o representante da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Lomário do Valle, alegaram que o governo federal impôs limites orçamentários que podem impactar os repasses para o Estado de forma indireta, mas se colocaram à disposição para analisar os dados enviados pelo Sinteac. Dessa forma, os trabalhadores saíram da sessão sem garantias concretas de que as demandas serão atendidas.