Mapa de transmissão mostra sete estados com retração na epidemia de covid

Pelo menos sete estados do país apresentam dados que apontam uma retração no percentual de contaminação na pandemia causada pelo novo coronavírus. O indicativo faz parte dos dados produzidos pelo projeto Covid-19 Analytics, feito em parceria pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Para chegar a esse número, os pesquisadores consideram o Rt, que mede a taxa de retransmissão do vírus. Quando ela está abaixo de 1, significa que a média de pessoas contaminadas por um infectado está abaixo de uma, o que indica uma redução no ritmo da epidemia.

Ontem, sete estados apresentaram essa taxa: Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Pernambuco, Roraima e Tocantins. Além deles, o Rio de Janeiro também ficou próximo desse índice e vinha apresentando percentual abaixo de um nos dias anteriores.

Pernambuco

O caso de Pernambuco é o que mais chama atenção, com taxa de 0,98. O estado está há 19 dias com o Rt abaixo de 1 —o maior período já registrado até agora em um estado brasileiro. Já Sergipe tem o maior índice: 1,98.

Ontem o governo de Pernambuco anunciou mais um avanço de fase na reabertura econômica, agora com inclusão de shoppings e igrejas para a região Metropolitana do Recife e sertão do estado —zona da mata e agreste ainda têm curvas ascendentes e não estão incluídas.

O menor índice de retransmissão está no Amazonas, que registra 0,9 e vem registrando números cada vez mais reduzidos de casos, especialmente em Manaus.

Tendência a diminuir casos ativos

Segundo Gabriel Vasconcelos, pesquisador da Universidade da Califórnia e do Núcleo de Análise Estatística de Dados da PUC-Rio, os dados deixam claro que nos sete estados com Rt abaixo de um há tendência de diminuição dos casos ativos.

“Se esse número se mantiver menor do que um é uma boa notícia. Em alguns lugares, como Amazonas e Pernambuco, os novos casos já perderam força há algumas semanas. Eles podem tratar de temas como reabertura com mais tranquilidade do que os outros, mas precisam acompanhar de perto para ver as reações”, afirma.

Vasconcelos analisa outros estados que apresentam índices de melhora. “Rio de Janeiro e Pará ainda não tiveram pico nos casos, mas para mortes parece que sim. No Amapá e no Acre as mortes também caíram, mas menos em relação ao máximo observado no Rio e no Pará”, diz.

Em termos nacionais, ele explica que os índices variam muito, tornando o cenário heterogêneo entre as regiões. “São Paulo, por exemplo, foi o primeiro estado onde os números de casos e mortes começaram a subir, e até hoje ainda não dá para dizer se chegou ao máximo de mortes. Em outros parece que o pico de mortes já passou, e a duração da parte crítica da epidemia parece que vai ser menor”, completa.

Mortalidade vem caindo no país

Mesmo assim, o pesquisador afirma que os dados revelam que o país ainda não passou pela pior fase em termos de contaminação. “Parece que, para o Brasil como um todo, ainda não estamos no pico de casos. O lado bom é que a taxa de mortalidade vem caindo. Já foi 7% e agora é 4,9%, e a tendência é de queda.”

Um comportamento que chama a atenção do pesquisador é a variação entre áreas mais pobres e ricas do país —e só agora elas atingem patamares parecidos. “Os lugares mais ricos foram os primeiros a sentir a epidemia. Ela avançou devagar para o interior, e isso pode ter ajudado a não afogar os hospitais das capitais tanto quanto se a doença tivesse chegado no país todo de uma vez.”.

noticias.uol

Epidemia de dengue obriga a prefeitura a decretar estado de emergência em saúde pública

O Diário Oficial do Estado, em sua edição desta terça-feira, 19, traz o decreto assinado pela prefeita de Rio Branco, Socorro Neri. O documento decreta estado de emergência em saúde pública em virtude de epidemia de dengue que se instalou na capital nesses primeiros dias do ano. Junto com a dengue, também está sendo registrado um surto de caxumba em diversos bairros da cidade.

A situação de emergência é decretada pelo poder público em virtude de desastre ou outra situação anormal que, embora não excedendo a capacidade inicial de resposta do município ou do estado atingido, requer auxílio complementar do Estado ou da União para as ações de socorro e de recuperação.

De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, somente nas quatro semanas deste ano foram registrados 1.116 casos suspeitos de dengue na cidade. Em 2018, foram 303 os casos suspeitos nas quatro primeiras semanas e, em 2017, foram 342.

“Já está mais do que caracterizado a epidemia de dengue, o que nos leva a decretar a situação de emergência em Rio Branco”, afirmou Socorro Neri. “A Prefeitura se volta agora para dar toda a atenção ao combate ao mosquito Aedes aegypti, já que todo o trabalho que nós fizemos até aqui não tem apresentado o resultado desejado, pois saímos de um surto de dengue para uma epidemia de dengue”, completou.

A prefeita disse que, a partir de agora, o trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue será intensificado em todas as regionais. Será necessário, inclusive, a contratação de pessoal para a visitação nas residências, de veículos, e aquisição de demais equipamentos e insumos usados na rotina de trabalho das equipes de combate às endemias.

“Será dado prioridade ao trabalho de visitação de casa em casa, que é o trabalho que que de fato tem demonstrado resultado.”

Epidemia de dengue e malária levam Quinari a decretar situação de emergência

Um surto de dengue e malária levou o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, a decretar situação de emergência pelo período de noventa dias no município. Com o início do período chuvoso e a proliferação dos criadouros dos mosquitos transmissores das doenças, este é o segundo município acreano a usar o decreto de emergência para poder combater o avanço das endemias – Feijó foi o primeiro.

A decisão do prefeito André Maia está descrita no Decreto Nº. 341, datado do sete de novembro de 2018 e trás a seguinte ementa: “Declara Situação de Emergência em Saúde Pública Municipal em razão de surto de Doença Epidêmica Dengue e Malária no Município de Senador Guiomard/AC.”

Poucos ACE para muitas casas

Com a publicação do Decreto, os trabalhos de combate aos mosquitos transmissores, Aedes Aegypti transmissor da Dengue, Zika, e Chikungunya e o Anopholes, transmissor da Malária, vai ser ampliado na cidade.

No município de Senador Guiomard existem 7.023 imóveis que devem ser visitados e acompanhados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACE) sendo que para isso são necessário no mínimo oito ACE, mas o município possui apenas cinco, reduzindo as ações de combate aos mosquitos vetores das doenças.

Contração direta e gasto sem licitação

A decretação do estado de emergência teve como base o relatório de utilidade pública da Diretoria de Vigilância em Saúde, onde foi constatado 296 notificações de dengue e 134 casos de Malária. Com entrada em vigor do decreto, a administração municipal poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas físicas como jurídicas, bem contratar mão de obra sem concurso e por tempo determinado para o combate do surto epidêmico.

Para administrar a crise, a prefeitura criou uma Sala de Situação para monitorar e coordenar as ações. Representantes do poder público e da comunidade foram indicados e nomeados para atuarem nessa comissão.