Jovem encontra na pandemia oportunidade para empreender e contornar a crise

A chegada da pandemia do novo coronavírus deu uma reviravolta na vida de muita gente ao redor do mundo. Pessoas perderam suas vidas, outras ficaram desempregadas. Foi preciso adaptar a rotina para fugir da Covid-19. Mas em meio desse tsunami milhares de trabalhadores resolveram abrir seu próprio negócio e até mesmo expandir o que já existia. Foi o caso do Wendell Barbosa, proprietário da Ótica Novo Estilo.

A história desse jovem empreendedor é de muita superação e movido a desafio, segundo ele. Barbosa conseguiu, na pandemia, manter as duas lojas que tinha e abriu mais três, mesmo com o cenário de instabilidade.

“Na verdade comecei do zero com uma caixa de papelão para carregar os óculos e com um sentimento dentro de mim que não deixava desistir. Não foi fácil, mas sabia que eu ia vencer e hoje, depois de quase seis anos, tenho a maior rede de óticas do Acre e ainda esse ano vamos abrir mais outras lojas”, disse Barbosa.

Mas o empresário afirma que ficou assustado com a chegada da pandemia. Os decretos governamentais de fechamento dos serviços não essenciais, segundo ele, fez com que adotasse estratégias diferentes das habituais e o negócio cresceu.

 “Quando iniciou a pandemia em março de 2020, veio aquele choque do que seria do futuro e o que poderia acontecer. A pandemia me fez colocar em prática tudo àquilo que já estava programado a fazer. Nesse momento difícil pra todos me ajudou a realizar tudo que planejei e dentro de 1 ano consegui abrir mais quatro óticas e uma franquia de seguros”, ressaltou.

“Encontrei muita gente dizendo que não adiantava abrir negócio na pandemia. Resolvi ouvir a Deus e aos meus extintos e deu certo. Persistir é sempre uma boa opção.”

Diferente de muitas empresas pelo Brasil a fora que demitiram seus colaboradores, Wendell Barbosa aumento o quadro de funcionários da sua empresa. Hoje já são 15 pessoas diretamente trabalhando. De acordo com ele, apresentar seu negócio nas redes sociais alavancou suas vendas.

“Conseguimos oferecer mais vagas de empregos ao longo dessa pandemia. Mas porque precisei entender  que o mundo tinha mudado e os hábitos também. Preparei estratégias de vendas para alcançar aquele cliente que não visita mais as lojas físicas. Estudei muito na pandemia para conseguir alcançar nossos objetivos”, disse.

“Acredito muito no Brasil e entendo que não é fácil manter ou abrir um negócio devido a toda burocracia que vivemos, mas acredito muito no potencial do Brasil e também que podemos ser honestos em meio ao caos.”

Pesquisa mostra crescimento nas vendas pela internet

Para 2021, a tendência é que os empreendedores sigam apostando na Internet, e em especial nas redes sociais. É o que mostra uma pesquisa da ao³, uma marca que potencializa negócios de micro, pequenas e médias empresas e escritórios de contabilidade, realizada com donos de microempresas, empresários de pequeno porte e MEIs da indústria, varejo e serviços.

A “Pesquisa sobre as Perspectivas do Empreendedor Brasileiro para 2021” aponta que dos 140 empreendedores ouvidos, 60% vendem pela Internet. Entre os canais favoritos deles estão: Whatsapp (40%), redes sociais (27,7%), plataformas de terceiros (12,3%) e E-commerce (7,7%). Mesmo com a atual conjuntura econômica, 72% registraram mais vendas pela Web, sendo que 27% aumentaram as suas receitas em 10%, 21,6% em 20% e 21,6% em 50%.

Já em relação aos investimentos realizados na empresa, 44% mantiveram o valor aportado em 2019, 17,5% aumentaram em até 50% e 17,5% diminuíram em até 50%.

Entre as razões que atrapalharam o crescimento dos negócios, as três mais mencionadas foram: pandemia (68%), carga tributária elevada (39%) e juros altos (28,5%).

Rumos para 2021

Sobre o crescimento econômico do País, a expectativa de 45% dos empreendedores é cautelosa, enquanto para outros 40% é favorável e para 13% desfavorável.

Já quanto ao crescimento do próprio negócio, 50% dos pequenos empresários têm uma perspectiva cautelosa e 44% favorável. Para o faturamento, a projeção é positiva e 63% acreditam que irão faturar mais, 20% creem que a receita se manterá, enquanto 8% esperam um lucro menor.

Com relação a investimentos, os empreendedores se mostram mais otimistas: 45% respondentes pretendem injetar novos recursos na empresa, enquanto 34% não decidiram e 21%, não devem fazer investimentos.

“Em 2020, avançamos pelo menos duas décadas em termos de transformação digital. Essa mudança acelerada pressiona as empresas a se reinventarem. Quando pensamos no microempreendedor pode ser ainda mais desafiador, pois sabemos que ele desempenha muitas funções na empresa: faz a gestão, atende o cliente, fecha o caixa, fala com fornecedor, cuida das vendas, entre outras funções. Tudo isso, na maioria dos casos, sozinho.  Por isso, nós acreditamos na importância da tecnologia simples, fácil de usar e eficaz para resolução de problemas e ajudar na digitalização dos pequenos negócios para que eles possam acompanhar as mudanças e evoluir”, diz Jorge Santos Carneiro, presidente da ao³.

O site Opinião quer ouviu sua história durante a pandemia. Quais os seus desafios? Pensou em desistir ou não conseguiu manter seu negócio? Usou a pandemia para abrir seu negócio? Conte pra gente. Fale conosco pelo [email protected] ou telefone whatsapp 68 99602-2190. Queremos contar a sua história.

Servidores do Pró-Saúde fazem manifestação e recebem garantia de Rocha sobre manutenção dos empregos

Servidores do programa Pró-Saúde realizaram manifestação na manhã desta terça-feira, 19, no centro de Rio Branco. Liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac), eles fecharam a avenida Brasil, em frente à Casa Civil do Governo do Acre, exigindo uma solução para os mais de 1,8 mil que estão ameaçados de perder o emprego já a partir de 1 de março por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

De acordo com o vice-presidente do Sintesac, Jean Marcus, há vários dias que a categoria vem desenvolvendo negociações com o governo do Estado. Nesta segunda-feira ocorreu um desses encontro na Casa Civil com membros do Ministério Público do Acre (MP-AC), Controladoria e Procuradoria Geral do Acre, chefia da Casa Civil, Secretaria de Saúde e da Fazenda e com a presença, inclusive, do vice-governador do Estado, Major Rocha, que está interinamente respondendo pelo governador Gladson Cameli. Desse encontro, no entanto, não ficou nada definido, permanecendo os trabalhadores sem garantias de que continuarão empregados a partir do próximo mês.

“Nós havíamos recebido o apoio do nosso governador Gladson Cameli que garantiu que iria legalizar a situação de todos os servidores do Pró-Saúde. Mas o tempo está correndo e existe uma determinação do Judiciário para que todos sejam demitidos já no início do mês, pois estariam trabalhando irregularmente”, explicou Jean.

O sindicalista, no entanto, considera que a situação de Pró-Saúde não seria difícil de resolver. Ele usa como argumento as próprias falas dos atuais gestores do Estado que anunciaram por muito tempo que essa seria uma questão de vontade política, apenas.

Por outro lado, Jean garante que o próprio Sintesac já teria encontrado a solução para o caso, com medidas jurídicas e políticas de fácil aplicação.

“Nos do sindicato temos a solução. Basta só o governo querer e ter vontade política para enfrentar o problema, pois, juridicamente, nós temos como enfrentar o problema”, alerta.

{gallery}fotos/2019/02-fevereiro/19022019/galeria_saude:::0:0{/gallery}

Rocha garante apoio à luta dos servidores

Poucos minutos após iniciada a manifestação do Pró-Saúde em frente à Casa Civil, local que também abriga o escritório do Governo do Acre, Major Rocha veio ao encontro dos sindicalistas e manifestantes.

De posse do microfone, ele garantiu a todos que está realizando várias ações para garantir que todos permaneçam em seus empregos. Disse, inclusive, que já teria mantido contato com o procurador-geral do Estado, João Paulo Setti Aguiar, e que este se comprometeu a encontrar uma situação definitiva para o Pró-Saúde.

“Estamos procurando uma situação definitiva, que não seja derrubada em poucos dias por ações do Ministério Público do Trabalho ou qualquer outra instituição”, disse Rocha.

Acre fica entre os quatro que mais aumentaram emprego com carteira

Não é esta a sensação do trabalhador acreano mas entre 2013 e 2017, oito Estados, entre eles o Acre, apresentaram crescimento no estoque de empregos com carteira assinada. Trata-se de um grupo selete já que 19 Estados registraram queda, incluindo o Distrito Federal. É o que diz o Informe 137, de novembro/2018, denominado “Efeitos da crise econômica sobre a dinâmica do emprego formal cearense: uma análise comparativa com o Brasil no período de 2013 a 2017”, publicado nesta primeira semana de novembro pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Com salto positivo de 1,6% o Acre ficou na 4ª posição entre os Estados que mais aumentaram o contrato formal naquele período. Na variação absoluta, o Acre permanece entre os melhores.

O Ceará, base do estudo, ficou na 11ª colocação do ranking, com a terceira menor perda relativa de 2,1 por cento no acumulado do período, significando menos 30.975 postos. As maiores variações percentuais foram observadas em Tocantins (9,3 por cento); Roraima (8,9 9,3 por cento); Piauí (2,1 9,3 por cento); Mato Grosso (0,9 9,3 por cento) para citar as cinco maiores. Já maiores quedas foram observadas nos estados do Rio de Janeiro (-11,8 9,3 por cento); Pernambuco (-9,9 9,3 por cento); Amazonas (-9,3 9,3 por cento); Espírito Santo (-8,4 9,3 por cento) e Minas Gerais (-6,8 9,3 por cento).

A crise econômica que se instalou no país após 2014 afetou sobremaneira a capacidade de previsão por parte do empresariado nacional, resultante em forte retração da atividade econômica com efeito direto sobre a capacidade de geração de novos empregos. Com isso, o mercado de trabalho nacional perdeu mais 3,5 milhões de vagas e o mercado de trabalho cearense perdeu mais de 109 mil vagas nesse período. Já em 2017, diz o Ipece, foi possível notar uma retomada na geração de vagas de trabalho formal tanto a nível nacional quanto a nível local.

Gladson: “Vamos mudar a “Florestania” pela geração de emprego e renda no Acre”

“Vamos trocar o modelo da Florestania pelo desenvolvimento que gera emprego e renda para todos os acreanos”, disse o candidato ao governo do Acre pela coligação Mudança e Competência ao visitar a Feira do Agricultor, no município de Mâncio Lima, na manhã desta sexta-feira (17), acompanhado dos candidatos ao Senado da República, Márcio Bittar (MDB) e Sérgio Petecão (PSD).

Candidatos ao cargo de deputado federal também estiveram presentes nas visitas, que contou a participação de vários apoiadores da campanha de Cameli ao governo do estado.

Segundo ele, essa é uma das propostas do Plano de Governo que está sendo apresentado à população acreana. “Trata-se de um compromisso assegurado que estamos apresentando às pessoas. A primeira diz respeito a economia. Queremos implementar um novo modelo econômico que gere emprego e renda para todo estado”, afirmou o candidato ao governo.

Cameli ressalta que entre as demandas contidas no Plano de Governo referente ao setor primário estão os compromissos em dar maior celeridade aos processos de regularização fundiária e desburocratização do licenciamento ambiental em áreas rurais.

As políticas públicas para o setor agrícola fazem parte do projeto que Gladson tem para a criação de programas de desenvolvimento econômico e social no Acre, dando a importância dispensada ao primeiro setor na construção do programa de governo do candidato.

“Não podemos obstruir a atividade tradicional da Amazônia, que trabalha com práticas milenares. Mas, precisamos de adequação, ou seja, a adoção de um novo modelo de produção, voltado para maior eficiência e aumento de produtividade, substituição de insumos e práticas convencionais para práticas mais sustentáveis e adoção de zoneamentos ecológico-econômicos, entre outros mecanismos” declarou Cameli.

Diante de apoiadores e líderes comunitários que acompanharam Cameli destacou o desejo de defender os interesses do povo acreano estando à frente do Poder Executivo e promover, a partir do próximo ano, as reformas que o estado precisa.

Durante sua caminhada entre produtores rurais e comerciantes de Mâncio Lima Gladson Cameli conheceu o pequeno Gladson Lima Ferreira, nome dado a ele pelo pai, o agricultor Marizio Alves Ferreira, de 47 anos, em homenagem ao trabalho de Gladson Cameli e sua família pela população do Vale do Juruá.

“Ao longo do nosso mandato, trabalharemos sempre para o bem de Mâncio Lima e de todos os municípios do nosso Acre porque valorizamos as pessoas, as famílias que tanto lutam pelo bem do nosso estado. Os nossos desafios são enormes. Por isso, estamos iniciando juntos com amigos e companheiros os primeiros de grandes dias da caminhada rumo ao governo”, disse Cameli.

Pequenos negócios podem bater recorde de empregos em 2018, afirma pesquisa

Os pequenos negócios continuarão a sustentar a geração de empregos no país e devem encerrar o ano com mais de 500 mil novas vagas formais, impulsionadas principalmente pelas atividades que compõem a cadeia da Construção Civil. Essa é a perspectiva apontada pelo Sebrae, a partir da Sondagem Conjuntural, realizada trimestralmente pela instituição, e da análise dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos seis primeiros meses deste ano.

As cinco edições da Sondagem Conjuntural, feita trimestralmente pelo Sebrae, mostram que os donos de pequenos negócios que atuam na Construção Civil têm sido os mais otimistas em relação ao futuro da economia brasileira. São também os que mais pretendem gerar empregos no país este ano. O percentual de donos de negócios, que pretendem ampliar seus quadros de funcionários vem se elevando gradativamente, saindo de 16% (junho/2017) até atingir 36% (março/2018). Mesmo tendo registrado uma queda na Sondagem de junho/2018 (situando-se em 24%), como provável reflexo da greve dos caminhoneiros, o segmento, ainda assim, apresentou um resultado acima do observado em outros setores (Comércio, Indústria e Serviços).

O mais importante, segundo a diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes, é que essa intenção indicada pelos donos de pequenos negócios tem sido verificada na prática, nos dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com análises do Sebrae, os pequenos negócios da Construção Civil estão entre os que mais geraram empregos no primeiro semestre de 2018, ficando atrás somente dos que atuam no setor de Serviços e na Agropecuária. E ao se detalhar o setor de Serviços, percebe-se também que as atividades que têm alavancado a geração de vagas neste setor são aquelas ligadas à cadeia da Construção Civil, como a incorporação, a comercialização e a administração de imóveis, por exemplo.

“Os pequenos negócios têm sido os principais geradores de empregos no país e é muito bom constatar que os empresários que atuam no setor da Construção Civil têm dado uma valiosa contribuição para isso, pois sinaliza também uma recuperação da economia brasileira como um todo”, avalia Heloisa Menezes. “Com as mudanças das regras de financiamento imobiliário, anunciadas recentemente pelo governo, que elevou o limite de valores dos imóveis que podem ser adquiridos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a tendência de fortalecimento do setor é ainda maior”, complementa a diretora do Sebrae.

Acre tem saldo positivo na geração de empregos, afirma Caged

Por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), o governo do Estado investe aproximadamente R$ 700 milhões em infraestrutura, revitalização do setor da saúde, educação, esporte, lazer e segurança entre outros.

Paralelamente, cerca de 3 mil empregos foram gerados no setor da construção civil e a previsão é de que esse número aumente ainda mais devido ao período do verão, em que as obras acontecem em ritmo mais intenso.

De acordo com o gestor das Seop, Átila Pinheiro, os investimentos do Estado em obras públicas impulsionam o crescimento direto e indireto no setor com a contratação de mão de obra e a compra de insumos para a continuidade das ações.

“Com a chegada do verão, as obras se intensificam e não apenas as obras públicas, mas as privadas tendem a aumentar o que significa crescimento na geração de emprego nesse setor. Até o fim do ano, serão gerados novos postos de trabalho, alcançando os cinco mil empregos incluindo os diretos e indiretos”, disse o gestor.

Crescimento no setor

É o que comprova o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo os dados relacionados ao mês de junho deste ano, o Acre teve uma vantagem de 189 vagas de emprego na construção civil, setor que favorece a renda de muitas famílias e a economia local.

Ao todo, foram 1.822 admissões contra 1.633 desligamentos no estado, portanto, o saldo de contratações foi maior que o de desligamentos. Ainda segundo levantamento do Caged, o setor que mais criou vagas no estado foi o de construção civil, que abriu 189 postos, seguido do de comércio, com 26 novas vagas.

Obras que movimentam a geração de empregos

Buscando ampliar os atendimentos em saúde, garantindo que pacientes realizem procedimentos médicos próximos de seus domicílios, o governo do Estado entregará nos próximos dias o Hospital Geral de Brasileia, que atenderá os moradores da regional do Alto Acre com atendimentos de média e alta complexidades.

Previsto para ser entregue em setembro, o Complexo do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into) já está em funcionamento e contabiliza até agora mais de 143 mil exames de raio x, mais de 15 mil exames de ultrassonografia, 62 mil tomografias computadorizadas e mais de 25,6 mil exames de ressonância magnética.

Farão parte do complexo o CER III, Centro Especializado em Reabilitação (visual – oftalmologia, auditiva – otorrinolaringologia, intelectual – neurologia e reabilitação física – fisiatria, ortopedia e neurologia) e o Lago do Amor, muito além de um cartão-postal, uma área para tratamentos de recuperação de pacientes neurológicos e ortopédicos.

Outro destaque no setor da saúde é a construção e ampliação do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), reforma e ampliação do Hospital do Câncer (Unacon), Maternidade de Feijó, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul e tantas obras que ratificam o compromisso e prioridade do governo do Estado no setor.

“O governador tem a área da saúde como umas das prioridades de sua administração, não medindo esforços para trazer investimentos para o setor. Tanto que hoje temos, entre agosto e dezembro deste ano, a entrega de seis grandes obras, unidades que serão referência no atendimento das regiões de saúde no Estado. Se formos ver o quantitativo de investimentos que o governador está dedicando só em obras, é um investimento em torno de 180 milhões de reais para ofertar uma melhor assistência em saúde à população”, reforça o  secretário adjunto de Planejamento e Gestão da Sesacre, João Francalino.

No maior complexo habitacional do Acre, a Cidade do Povo, além da entrega das moradias, o Estado reafirma o compromisso de atender às famílias da região com a construção da UPA, escolas, espaços de cultura e lazer, creches entre outros.

Ainda este ano, serão inauguradas a Escola de Gastronomia e a delegacia para atender as demandas na região.

Além das obras de infraestrutura na capital, em continuidade às ações de desenvolvimento, os espaços de cultura na capital e em alguns municípios estão sendo revitalizados para fomentar o conhecimento e a cultura no estado.

Outro importante prospecto é o Museu dos Povos Acreanos, uma referência em tecnologia projetada para atender todos indistintamente, inclusive com todo o sistema de acessibilidade para atender pessoas com necessidades especiais.

Com as obras em andamento e outras que serão iniciadas, a tendência é de que o setor da construção civil no estado possa crescer ainda mais este ano.

Setor produtivo visa gerar mais emprego

Depois de percorrer as cinco regionais do estado ouvindo os anseios de suas lideranças empresariais, o “Movimento Por Um Acre Mais Produtivo” retornou à capital, Rio Branco, com o documento de propostas consolidadas para melhoria do ambiente de negócios e geração de empregos a ser entregue nas mãos dos pré-candidatos ao governo. A versão final foi apresentada na manhã da última terça-feira, 17 de julho, na Federação do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio), com a presença de representantes dos diversos segmentos que formam o setor produtivo local.

Apesar de diversas vezes ressaltado que o documento está permanentemente aberto a alterações, as sugestões e gargalos de todos os empresários são praticamente os mesmos e imutáveis: complexidade do ICMS, informalidade, burocracia, impostos, produção, comércio exterior, infraestrutura, licenciamento e exigências excessivas nas questões ambientais.

“Passamos por todo o estado ouvindo os empreendedores e anotando suas sugestões. O movimento visa à contribuição do setor privado para o desenvolvimento do estado e é muito gratificante saber que estamos fazendo isso com a validação dos empresários, sendo bem recebidos por eles e provocando a união de todos”, comemora José Adriano, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).

Para Assuero Veronez, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeac), o Movimento Acre Mais Produtivo surgiu da união das entidades e lideranças empresariais que enxergam a necessidade de o estado passar por um “choque de desenvolvimento e produtividade”. “É um movimento político-empresarial que visa destravar uma teia em que nós nos enveredamos, de burocracia e de improdutividade, que precisa de solução. Quisemos extrair as melhores ideias e juntá-las em um modelo de desenvolvimento para apresentar para o próximo governo, seja ele quem for”, frisou.

As propostas foram organizadas em dois grupos, denominados “Propostas Estruturantes” e “Demais Propostas”, sendo que o sucesso deste último grupo depende do primeiro. Após todo o ciclo de apresentações e debates, o Movimento Acre Mais Produtivo obteve adesão de aproximadamente 50 entidades, entre elas o Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Acre, cuja presidente, Nazaré Cunha, esteve presente em diversos encontros e afirmou estar esperançosa com o projeto.

“Espero que nós lutemos para ter sucesso com essa iniciativa, pois não há como o nosso estado crescer se não temos uma ponte, não temos estrada, não temos energia suficiente, a nossa gasolina é a mais cara. Quem serão os nossos empresários do futuro? Nem nossos filhos querem ser, pois eles veem a carga que carregamos. Na visão de nossos governantes, nós somos ladrões e sonegadores”, desabafou.

Prioridade à geração de empregos

Depois da grave crise política e econômica que castigou o país nos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta muitas dificuldades para se reerguer. Uma das principais evidências disso está no preocupante índice de desempregados, que ultrapassa a casa dos 13 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Entretanto, a pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao mês de abril de 2018, trouxe números um pouco mais animadores, ao apontar que o país criou 115.898 vagas com carteira de trabalho. No Acre, o saldo também foi positivo, com 1.668 admissões e 1.438 desligamentos.

Considerando 2018 ser um ano extremamente imponderável em virtude das eleições gerais de outubro próximo, é muito difícil prever qual será o cenário da oferta de empregos no Brasil neste segundo semestre e também em 2019. No entanto, é notório que os governantes, parlamentares e gestores públicos precisam criar condições mais favoráveis para que as empresas consigam se fortalecer e, consequentemente, abrir os imprescindíveis postos de trabalho.

A sociedade civil organizada e a população em geral também precisam assumir o protagonismo que lhes é de direito e cobrar, sobretudo neste ano eleitoral, que o emprego seja prioridade dos postulantes aos cargos públicos que estarão disputando os votos nas urnas. Já passou da hora de o Brasil voltar a caminhar para frente e o momento mais propício (e urgente) para que isso ocorra é agora.

O setor produtivo, que é motor que faz com que o país tenha condições satisfatórias de oportunidades de emprego, precisa ser mais valorizado por todos, principalmente pelos governantes. No caso do Acre, melhorias na infraestrutura viária do Estado, incentivos fiscais aos diversos segmentos e maior segurança jurídica seriam ideais para favorecer o ambiente de negócios.

Não há outro caminho. Os empresários têm se esforçado e se “virado nos 30” para contribuir com o desenvolvimento do Estado e do país. E esses obstinados empreendedores necessitam somente de um pouco mais de reconhecimento e valorização para que permaneçam cooperando para que o povo acreano e brasileiro possa, de fato, ter motivos para comemorar, muito além dos gols da nossa ‘Seleção Canarinho’ na Copa do Mundo da Rússia. Rumo ao hexa, mas também com geração de empregos, Brasil!


PERFIL ARTIGO* Empresário e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)

Prioridade à geração de empregos

Depois da grave crise política e econômica que castigou o país nos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta muitas dificuldades para se reerguer. Uma das principais evidências disso está no preocupante índice de desempregados, que ultrapassa a casa dos 13 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Entretanto, a pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao mês de abril de 2018, trouxe números um pouco mais animadores, ao apontar que o país criou 115.898 vagas com carteira de trabalho. No Acre, o saldo também foi positivo, com 1.668 admissões e 1.438 desligamentos.

Considerando 2018 ser um ano extremamente imponderável em virtude das eleições gerais de outubro próximo, é muito difícil prever qual será o cenário da oferta de empregos no Brasil neste segundo semestre e também em 2019. No entanto, é notório que os governantes, parlamentares e gestores públicos precisam criar condições mais favoráveis para que as empresas consigam se fortalecer e, consequentemente, abrir os imprescindíveis postos de trabalho.

A sociedade civil organizada e a população em geral também precisam assumir o protagonismo que lhes é de direito e cobrar, sobretudo neste ano eleitoral, que o emprego seja prioridade dos postulantes aos cargos públicos que estarão disputando os votos nas urnas. Já passou da hora de o Brasil voltar a caminhar para frente e o momento mais propício (e urgente) para que isso ocorra é agora.

O setor produtivo, que é motor que faz com que o país tenha condições satisfatórias de oportunidades de emprego, precisa ser mais valorizado por todos, principalmente pelos governantes. No caso do Acre, melhorias na infraestrutura viária do Estado, incentivos fiscais aos diversos segmentos e maior segurança jurídica seriam ideais para favorecer o ambiente de negócios.

Não há outro caminho. Os empresários têm se esforçado e se “virado nos 30” para contribuir com o desenvolvimento do Estado e do país. E esses obstinados empreendedores necessitam somente de um pouco mais de reconhecimento e valorização para que permaneçam cooperando para que o povo acreano e brasileiro possa, de fato, ter motivos para comemorar, muito além dos gols da nossa ‘Seleção Canarinho’ na Copa do Mundo da Rússia. Rumo ao hexa, mas também com geração de empregos, Brasil!


PERFIL ARTIGO* Empresário e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)