O Itaú iniciou a semana com um movimento que agitou o mercado financeiro e gerou repercussão nas redes sociais: demissões em massa realizadas nesta segunda-feira (8). Segundo o banco, os cortes teriam como justificativa “problemas de aderência cultural e produtividade”.
Logo no fim da manhã, relatos começaram a se espalhar nas redes sociais. Postagens afirmavam que os desligamentos atingiram principalmente funcionários que “ligavam seus computadores, mas não trabalhavam regularmente”. A informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pela instituição.
Posição oficial do Itaú sobre as demissões em massa
Em nota enviada ao ND Mais, o Itaú afirmou que “realiza avaliações de desempenho e alinhamento cultural como parte de sua gestão de pessoas”. Sobre as demissões, acrescentou:
“O Itaú Unibanco realizou hoje desligamentos decorrentes de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada. Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco. Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade.”
Número de demitidos do Itaú ainda é incerto, mas usuários falam em mil demissões
O Itaú, que conta com cerca de 100 mil funcionários, não informou o número de trabalhadores desligados. Nas redes sociais, especulou-se que os cortes teriam atingido até mil pessoas, mas o dado não foi confirmado oficialmente.
Na rede sociais X (antigo Twitter), usuários fizeram comentários sobre o fato de que o Itaú faz demissões em massa. Uma pessoa escreveu: “Minha irmã trabalha no Itaú e disse que umas 5 mil pessoas foram demitidas hoje. O argumento deles é que elas ‘passavam mais de 60% do tempo fora do PC’, uhum vai nessa”. Veja:
minha irmã trabalha no itaú e disse que umas 5 mil pessoas foram demitidas hoje, o argumento deles é que elas "passavam mais de 60% do tempo fora do pc", uhum vai nessa pic.twitter.com/bDYKn41ixc
— Concurseira Coitada ✠ (@cassambola) September 8, 2025
Outro internauta escreveu: “Dá o nome: foi o Banco Itaú. Estão fazendo demissão em massa e usando desculpa do Home Office. Eles sempre fazem isso, buscam espantalhos para fazer lay off em massa e não ficar feio pra eles”.
Houve também quem criticou o modelo de trabalho em home office após o anúncio das demissões. A empresária Marilia Fontes escreveu no X: “Vi uma notícia de que o Itaú demitiu mais de 1.000 funcionários essa semana. Segundo o pessoal interno, os mais afetados foram os que estavam em home office. Eu sempre falo isso aqui, o pessoal escolhe conforto/flexibilidade numa fase muito inicial da carreira, fico pensando onde isso vai dar”.
Itaú faz demissões em massa e já encerrou mais de 230 agências em todo o país
No mês passado, o Banco Itaú anunciou o encerramento definitivo das agências localizadas nas cidades de Porto União e Mafra, em Santa Catarina. As unidades deixarão de funcionar entre os meses de agosto e setembro, como parte de um “amplo processo de reestruturação nacional da instituição”.
Em nota, o banco Itaú afirmou que avalia constantemente a rede física para adequá-la ao comportamento dos clientes, que têm migrado para canais digitais, como aplicativos e internet banking.
O fechamento das unidades em Santa Catarina faz parte de um movimento maior. Em 2024, o Itaú já encerrou 227 agências em todo o país, superando a média anual de 200 observada em anos anteriores.
O cenário é ainda mais amplo. Somente em 2024, os cinco maiores bancos do país (Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Santander) fecharam 1.774 pontos de atendimento. Desde 2014, mais de 6.500 agências foram desativadas em todo o Brasil, impulsionadas por estratégias de digitalização e corte de custos operacionais.
Fonte: NDMais



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