GUILHERME LIMES
Na terça-feira, 17, durante a coletiva de imprensa realizada pelo governo e prefeitura do estado do Acre foi anunciado a confirmação de três casos do Covid-19, novo coronavírus, no estado. A pandemia que vem tomando conta do Brasil e mundo.
Bastou a confirmação vir a público, e a população acreana entrou em histeria. Os supermercados ficaram lotados, mesmo diante ao anuncio das confirmações, os cidadãos deixaram de lado as recomendações dadas pela Organização Mundial de Saúde, OMS, que seria, principalmente, a não aglomeração de pessoas em um mesmo local.
Entretanto, este superlotamento nas redes de mercadorias revoltou inúmeros acreanos nas redes sociais, pois isto resultou no esvaziamento de inúmeras prateleiras dos estabelecimentos.
A aposentada e ex-funcionária pública, Odesse Moreira Ribeiro, 74, também se manifestou indignada com toda a situação recorrente. “Não deveria ter essa aglomeração de pessoas”.
“As pessoas estão ficando assustadas com a todas a mentiras inventadas na internet. Estão entrando em pânico, querendo comprar tudo que veem nas prateleiras, pensando que os supermercados não conseguiram reabastecer e ficarão sem o que comer. Essa situação é totalmente desagradável e desnecessária”, diz a aposentada.
REABASTECIMENTO?
Nesta quarta-feira, 18, a Associação de Mercados do Acre, Asas, emitiu uma nota oficial, tendo em vista todas as polêmicas generalizadas que ocorreram sobre vários estabelecimentos da capital acreana e devido aos riscos de proliferação de Fake News. E também já ocorre o reabastecimento de algumas redes de supermercados e atacados.
NOTA OFICIAL DA ASAS
“A Associação Acreana de Supermercados (Asas) informa que o abastecimento nas lojas que integram o autosserviço acreano — que constitui atividade essencial para a economia — segue dentro da normalidade.
O aumento nos casos de coranavírus tem gerado maior procura por álcool gel, que é um produto preventivo para essa doença, e também por alguns itens de primeira necessidade, como papel higiênico, por exemplo. Contudo, não há registros de desabastecimento das gôndolas, especialmente em relação à itens essenciais para o consumo das famílias.
A entidade, está monitorando essa questão de forma permanente e também destaca que todos os elos que integram a cadeia de abastecimento (produtores, indústrias, distribuidores, transportadores e varejo) estão empenhados em manter a qualidade operacional das mais de quase 200 lojas do setor, no estado, que atendem, diariamente, milhares de consumidores”.


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