A previsão de intensificação dos efeitos do El Niño e o aumento do risco de incêndios florestais e eventos climáticos extremos levaram o STF a cobrar medidas preventivas da União e dos estados da Amazônia Legal e do Pantanal.
O ministro Flávio Dino determinou que os entes públicos apresentem, em até dez dias úteis, ações voltadas à prevenção e resposta diante do cenário climático previsto para 2026.
Previsões indicam risco elevado para eventos extremos
Segundo documentos técnicos citados na decisão, há projeções que apontam continuidade do fenômeno climático ao longo dos próximos meses, com possibilidade de manutenção das condições até o início de 2027.
O período entre setembro e outubro preocupa especialmente por coincidir com meses historicamente associados ao aumento de queimadas em diferentes regiões brasileiras.
Impactos previstos variam conforme a região
Os efeitos do El Niño tendem a ocorrer de forma diferente no território nacional.
No Sul do país, o cenário inclui aumento do risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos.
Já regiões da Amazônia, parte do Centro-Oeste e áreas do Nordeste podem enfrentar estiagem prolongada, temperaturas acima da média e maior propensão a incêndios florestais.
Queimadas e seca preocupam autoridades
Estudos técnicos mencionados no processo apontam que a combinação entre calor intenso, baixa umidade e redução das chuvas pode ampliar o risco de queimadas de grandes proporções, especialmente em áreas de vegetação sensível.
O cenário também pode dificultar operações de controle e combate ao fogo em regiões remotas.
Governo prepara medidas emergenciais
De acordo com informações apresentadas no processo, o governo federal trabalha na elaboração de ações voltadas ao enfrentamento dos impactos climáticos previstos para 2026.
Entre as áreas consideradas prioritárias estão Amazônia, Cerrado e Pantanal, com foco em prevenção, monitoramento e resposta rápida a eventos extremos.


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