Sobre sofrer

O padre Fábio de Melo escreveu algo sobre o sofrimento de tudo que estamos vivendo nestes tempos que vai exatamente ao encontro de tudo que eu penso. Disse ele: 

“O sofrimento tem muitas faces. Há os que sofrem nas UTI’s, há os que sofrer por não terem UTI. Há os que sofrem nos leitos dos hospitais, há os que sofrem por não terem um leito no hospital.

Não, nem no sofrimento somos todos iguais.”

Infelizmente, não é apenas estes citados no texto que sofrem. A pandemia mostrou o abismo colossal que existe entre pobres e ricos no Brasil. Mostrou quão grandes são nossas diferenças e quanto sofrimento isso tem trazido para tantos.

Nestes tempos que o assunto da vez gira em torno de vidas X economia, como se fosse possível escolher apenas um, é preciso mais do que nunca termos empatia com a dor do outro.

É claro que é necessário isolamento social, mas também é preciso pensar naqueles que precisam trabalhar para sobreviver. Nas inúmeras famílias que hoje não tem pão, nos microempresários que geram a maioria dos empregos neste país e hoje estão quebrados.

Numa sociedade mais humana, o que não é o caso da nossa, e com um governo realmente preocupado com seu povo, o que também não é o nosso caso, pelo menos é o que fica evidente nas posturas negacionistas que estamos vendo há um ano, teríamos que ter ações que olhassem de fato para todos os ângulos. 

Eu não sei vocês, mas eu não consigo simplesmente estar segura em casa, com a geladeira cheia, e não me preocupar com o dono da vendinha do meu bairro que não pode abrir. Também não consigo ir ao trabalho de carro quando sei que muitos estão em ônibus lotados porque precisam trabalhar e estão expostos ao vírus e a uma maior aglomeração.

Confesso que não sei qual a saída, qual a melhor forma de fazer, para isso é preciso a existência de uma equipe multidisciplinar que pense formas de atacar todos os lados do problema. 

Mas algo eu sei e tenho certeza que é relevante, eu posso fazer a minha parte para não piorar a situação e ela está diretamente ligada a sair de casa apenas quando necessário; a continuar consumindo produtos dos pequenos sempre que possível para que a economia continue circulando; a evitar aglomerar; usar máscara sempre que sair de casa; e manter mãos sempre limpas com água, sabão ou álcool em gel. 

As festas, as aglomerações, também me fazem muita falta, mas há tempo para todas as coisas como diz a Bíblia.

Eu sou parte do problema, mas também quero ser parte da solução. E você?!

Boa semana! 


Dia mundial do sono

Na última sexta-feira foi comemorado o Dia Mundial do Sono. E para marcar a data foi lançada pesquisa da Royal Philips, elaborada com 13 mil adultos em 13 países, incluindo o Brasil. O estudo mostra que 74% dos brasileiros entrevistados adquiriram um ou mais problemas de sono em 2020. Além disso, 47% dos participantes disseram que acordam no meio da noite. Os números fazem parte de uma pesquisa feita pela.

Dormir mal faz mal

A pandemia do coronavírus afetou a saúde das pessoas de diversas formas e uma delas é o sono. Dormir mal pode causar diversos efeitos negativos no organismo, como doenças, problemas mentais e até fadiga. O sono é necessário para que muitos dos nossos hormônios sejam produzidos.

Sem sedentarismo

A ciência mostra que praticar algum tipo de atividade física é melhor que uma vida sedentária para quem quer longevidade, mas qual será a combinação ideal de exercícios, duração e quantidade? Será que basta uma voltinha no quarteirão para ficarmos bem? Ou é melhor fazer algo que nos faça perder o fôlego ocasionalmente?

Caminhar ou correr

Pensando nisso, um estudo elaborado pela Universidade Estadual de Boulden, no Colorado, observou o rendimento e a quantidade de oxigenação de uma pessoa que corre e uma que caminha ao longo dos anos. O resultado mostrou que os corredores conseguem se tornar caminhantes na fase da velhice de forma similar a um caminhante jovem. Enquanto um caminhante ao chegar na fase da velhice tem dificuldades de manter a caminhada e se torna similar a uma pessoa que raramente se exercita.

Novas diretrizes

A Organização Mundial da Saúde aumentou os minutos de atividade física moderada ao longo da semana necessárias para combater o risco de morte precoce associado ao sedentarismo. As novas diretrizes globais sobre atividade física e comportamento sedentário, foram publicadas no final do ano passado no “British Journal Of Sports Medicine”.

300 minutos

A última diretriz da organização, de 2010, se concentrava em alcançar “pelo menos” 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de exercício de alta intensidade por semana. Agora este número aumentos para um intervalo de 150-300 minutos de intensidade moderada e 75-150 de atividade física de alta intensidade. 

Problema global

Estimativas globais mais recentes mostram que um em cada quatro adultos e 81% dos adolescentes não atendem às recomendações para exercícios aeróbicos, conforme descrito nas recomendações e há uma necessidade de aumentar a prioridade e direcionar investimentos para promover a atividade física.

Mexa-se

A nova pesquisa, que envolveu mais de 44 mil pessoas de quatro países e 40 cientistas de todo o mundo, revelou que a alta taxa de sedentarismo (10 horas ou mais por dia) está ligada a um risco significativamente de morte, particularmente entre as pessoas fisicamente inativas. A prática reduz riscos de mortalidade por doença cardiovascular, hipertensão, diabetes tipo 2, além de ser importante para a saúde mental, saúde cognitiva e sono.

Coluna escrita por Rachel Moreira