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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Síndico confessa assassinato de corretora em subsolo de condomínio em Caldas Novas

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, desaparecida desde dezembro em Caldas Novas. Segundo os investigadores, o crime ocorreu em um “ponto cego” do subsolo de um edifício residencial, sem cobertura das câmeras de segurança.

Daiane, de 43 anos, foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025, ao descer de elevador até o subsolo do Ametista Tower para verificar uma queda de energia em seu apartamento. A polícia apura que a interrupção no fornecimento teria sido provocada propositalmente pelo síndico.

De acordo com a investigação, ao sair do elevador, a corretora encontrou Cléber no local. Ela gravava um vídeo quando os dois iniciaram uma discussão. Foi nesse momento que, segundo a polícia, o síndico cometeu o homicídio em uma área sem registro por câmeras. Em seguida, o corpo foi colocado na carroceria de uma picape, e Cléber deixou o condomínio.

Durante a madrugada, o suspeito levou os policiais até o local de ocultação do cadáver, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde foi localizada a ossada da vítima.

Mesmo sem imagens diretas do crime, a Polícia Civil concluiu que apenas o síndico tinha acesso e condições para cometer o homicídio sem ser filmado. Ele deve responder por homicídio e ocultação de cadáver.

O filho do suspeito, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, acusado de tentar obstruir a investigação. A participação dele no caso ainda será apurada.

Conflitos anteriores e motivação do crime

Em coletiva de imprensa, delegados classificaram o caso como “extremamente sensível” e afirmaram que a apuração exigiu uma investigação complexa, iniciada no dia seguinte ao desaparecimento da corretora.

O crime teria sido motivado por uma série de conflitos entre Daiane e o síndico. A vítima administrava seis imóveis da família no condomínio e acumulava desentendimentos com Cléber, que chegou a convocar uma assembleia para tentar expulsá-la.

Ao longo do período de conflitos, Daiane moveu 12 processos judiciais contra o síndico. Em janeiro deste ano, Cléber também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição.

Segundo a denúncia, entre fevereiro e outubro de 2025, o síndico teria agredido a vítima verbal e fisicamente, além de monitorá-la e sabotar serviços essenciais, como água, energia, gás e internet, nos apartamentos administrados por ela.

A causa da morte ainda será determinada pela perícia. O porteiro do condomínio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Veja o vídeo: