Servidores públicos e representantes sindicais prometem uma grande mobilização nesta terça-feira, 26, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) a fim de evitar que a proposta que reforma à Previdência Estadual seja apreciada no plenário da Casa. Os sindicalistas acreditam que, sob pressão, os deputados da base governista recuarão, transferindo a votação para dezembro ou até mesmo para o próximo ano após o recesso parlamentar.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, sinaliza que a classe poderá fazer uma greve geral, caso seja aprovada a PEC.
“A nossa categoria está mobilizada e não descartamos a possibilidade de uma paralisação geral. Não nos interessa a forma como esta proposta irá à votação, com uma regra de transição dura de 100%, é um prejuízo enorme para a nossa categoria”, disse Nascimento.
Rosana reforça que a categoria não quer enfrentamento, porém, caso não cheguem a uma solução através do diálogo, irão protestar. “Não queremos enfrentamento, buscamos construir algo que não seja tão danoso para a nossa categoria. Mas, se tivermos que engrossar a voz para sermos ouvidos, faremos”, disse.
O líder do governo voltou a afirmar que a matéria será votada nesta terça-feira, 26. “Nós, deputados, temos que ter a responsabilidade de aprovarmos isso, porque o Estado depende de suas contas saneadas para poder negociar suas dívidas e poder ter alívio financeiro”, disse.
E acrescentou: “Salvo algumas exceções, a maioria dos sindicatos não vão declarar apoio a reforma, apesar de conhecerem a necessidade da mesma. Avançamos onde era possível, mas há pontos onde não há como flexibilizar, pois, do contrário a reforma não terá reformado, como por exemplo, as regras de transição relacionadas a pedágio para quem falta tempo de contribuição, e pontos para os demais. O consenso é utopia”, frisou Diniz.
‘Vai ter luta’
Recentemente, o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) frisou que a oposição iria brigar pelo cancelamento da votação. “Ainda há muito tempo, muito espaço para resistir. Vem mobilização por aí”, disse ele.
Magalhães defende que a apreciação da matéria ocorra somente em 14 de dezembro, haja vista que está em pauta no Congresso Nacional a chamada PEC Paralela, que inclui Estados e Municípios na reforma da Previdência da União.
A ideia de adiar a votação ganhou ainda mais força depois da reunião ocorrida na última sexta-feira, 22, entre o Poder Legislativo e os representantes sindicais, que não chegaram a um consenso quanto a determinados pontos da proposta.
“Terça-feira será um dia duro. Espera-se que até lá, um lampejo de sobriedade tome conta dos que insistem em votar na terça-feira. Os sindicatos não se deram por vencidos. Vai ter luta”, disse o comunista.




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