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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Servidores públicos do Acre realizam manifestação contra reforma da previdência

A manifestação dos servidores públicos do Acre chamou a atenção de quem passava pelo Centro de Rio Branco nesta terça-feira, 12. Reunidos nas escadarias do Palácio do Governo, os manifestantes protestavam contra a PEC da Reforma da Previdência proposta pelo governador Gladson Cameli (Progressista).

O movimento foi liderado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac). “Nós trabalhadores vamos estar mobilizados brigando por nossos direitos”, declarou a presidente da CUT e Sinteac, Rosana Nascimento.

Entre um dos pontos mais polêmicos estão a instituição da idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 para homens.

Além disso, fixa o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime de previdência. A proposta extingue, por exemplo, a licença prêmio dos servidores. Mas, não altera a alíquota dos 14% de contribuição do servidor.

Os professores serão aposentados, voluntariamente, aos 60 anos, se homem, aos 57 anos, mulher, com 25 anos de contribuição exclusivamente em exercício das funções; 10 anos de serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria, para ambos os sexos.

Os policiais civis e agentes penitenciários ou socioeducativo serão aposentados, voluntariamente, aos 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de exercício em cargo dessas carreiras, para ambos os sexos. A pensão por morte aos dependentes desses profissionais decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função será vitalícia para o cônjuge ou companheiro e equivalente à remuneração do cargo.

Segundo Nascimento, os trabalhadores exigem que o governador converse diretamente com a categoria. “A reforma da Previdência do governo pode achatar e até reduzir salários, o governador na campanha prometeu foi dá reajuste”, afirmou. Sobre o processo de negociação da PEC com os Sindicatos, ela informou que está no plano da conversa porque o governo está colhendo demandas, mas não deu resposta.

O governo avisou que dia 26 dando a matéria entrará em votação na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O Executivo mantém a posição de aprovar a reforma da Previdência sob pena da falência do Estado.

O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (Progressistas), garante que as negociações têm avançado muito com os Sindicatos. De acordo com ele, a maioria apresentou proposta questão sendo analisadas pelo governo. Para Diniz, a reforma da Previdência é uma necessidade vital para sanear as contas públicas, já que o rombo na Previdência só aumenta e vai comprometer o pagamento dos salários. (Com informações G1/AC)