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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Servidores da Saúde deflagram greve por tempo indeterminado em oito cidades do Acre

Os servidores da Saúde deflagaram na terça-feira, 10, uma greve geral em oito cidades do Acre. A categoria reivindica melhores condições de trabalho e maior efetivo no quadro de servidores nas unidades administradas pelo Estado. Além de Rio Branco, onde o movimento foi iniciado em frente a Secretaria de Saúde (Sesacre), a paralisação dos serviços também é feita nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Tarauacá, Xapuri e Rodrigues Alves.

A movimentação dos grevistas iniciou em frente a Sesacre. De lá, eles seguiram em caminhada para a Casa Civil. Eles apresentaram as reivindicações aos secretários de Relações Políticas e Institucionais, Alysson Bestene, do procurador-geral do Estado, João Paulo Setti e do secretário adjunto da Sesacre, Jorge Fernando de Rezende. Após a reunião, os manifestantes retornaram pelas principais vias da capital até a Secretaria de Saúde, onde ocuparam o saguão do prédio.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sinteac), Adailton Cruz destacou que o baixo número de servidores integrados ao quadro prejudica o atendimento à população e sobrecarregada os profissionais.

Cruz afirmou também que os servidores enfrentam uma série de dificuldades, vindas por parte do Estado, para obter melhorias a benefícios e estabilidade dos profissionais. Ele pontuou que são necessárias medidas urgentes para que o serviço de Saúde no Acre não entre em colapso.

Confusão

Durante a ocupação dos servidores no prédio da Sesacre, uma confusão foi registrada entre eles, o deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB) e o subsecretário de Saúde, Jorge Rezende. O fato aconteceu quando parlamentar tentava conseguir uma reunião entre os grevistas e o subsecretário. Leite afirmou que quando foi falar com o gestor ele teria dito que não iria receber “vagabundos”. Depois disso, os trabalhadores saíram do saguão e subiram as escadas cantando o Hino Nacional.

O parlamentar ainda acusou o subsecretário de o agredir verbalmente. “Pedi para ele baixar a mão, os grevistas seguraram ele e me puxaram para o outro lado. É uma falta de respeito o que ele fez, ele estava querendo amedrontar as pessoas, fomos impedidos de entrar, como uma pessoa desse tipo está nesse cargo?”, protestou o deputado logo após o episódio. A confusão entre o deputado e o subsecretário precisou de uma intervenção por parte de policiais militares no local.

O subsecretário, coronel Jorge Rezende foi à Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) e registrou um Boletim de Ocorrência (B.O). Ele disse que cometeu um erro e que não chamaria os trabalhadores usando termos chulos. “Quando falei, quis dizer: vocês vão me pagar, seus covardes. E me referi a todos que me agrediram ali. Porque não foi ele [o deputado] quem começou a agressão. Mas, ali tem um monte de gente, está tudo filmado, quem me bateu foi um grupo”.

Deputados declaram apoio ao colega de parlamento

Os parlamentares estaduais repudiaram as agressões sofridas pelo colega Jenilson Leite. Ao lamentar o episódio, o emedebista Roberto Duarte defendeu que a Aleac registrasse um Boletim de Ocorrência contra o gestor. “O parlamento deve representar uma queixa crime contra o coronel. Atitude como essas não devem acontecer”, disse ao pontuar ainda que a greve da saúde é um ato legítimo.

O deputado Fagner Calegário (sem partido) também comentou sobre a agressão. Na ocasião ele desafiou o coronel a brigar cara a cara com ele. “Se ele quer brigar com servidores e deputado aqui está um que sai na porrada com ele”, provocou. Disse mais: “Em uma data simbólica onde servidores deveriam ser valorizados e terem o direito de greve, há um retrocesso desses e eles são agredidos. Que lamentável”.

O líder do governo, deputado Luís Tchê (PDT) também comentou sobre o atrito e repudiou a ação do gestor. O pedetista frisou que o governador Gladson Cameli nunca foi de agressões ou desrespeito às pessoas.