Desde que um visionário resolveu inovar no setor gráfico, com um jornal, a princípio semanário, mas que primasse pela qualidade da impressão e de um conteúdo de excelência, o Opinião só cresceu. A ideia do empresário Acrevenos Espíndola, de seguir uma linha editorial que valorize a reportagem bem apurada, servindo aos interesses da população, permitiu ao periódico despontar na frente dos demais tradicionais, que posteriormente sucumbiram diante dos desafios do novo mercado.
Ao tornar-se diário, o Jornal Opinião acompanhou a tendência do mercado editorial, que exigia textos curtos, rápidos e objetivos, sobretudo de utilidade pública, expandindo a sua atuação também na internet. Hoje, o jornal circula de segunda a segunda-feira, sempre primando pelas reportagens bem elaboradas, cujos temas de interesse da opinião pública são mais apurados, mas sem abrir mão da clareza dos textos.
“Como resultado prático disso, nos tornamos na atualidade o único jornal impresso no estado e conseguimos passar muito bem pelas adversidades econômicas, apostando em clientes que não são, necessariamente, do governo do estado, e de quem os concorrentes dependiam totalmente”, ressalta o diretor-geral, Acrevenos Espíndola.
Ao completar a sua primeira década, o grande desafio nesta pandemia de Covid-19 foi novamente adaptar-se, dessa vez, dando continuidade à produção de conteúdo sem o uso presencial da sala de redação, e adotando reuniões de pautas à distância com seus jornalistas.
Enquanto nos últimos dois anos, o estado do Acre viu o desaparecimento de seus outros quatro jornais impressos, neste meio tempo, o Jornal Opinião só cresceu, e muito. Suas edições impressas continuam alcançando o interior do estado, incluindo duas cidades do Amazonas: Boca do Acre e Pauiní, que também têm edições próprias aos seus moradores.
O jornal foi às bancas pela primeira vez no dia 21 de fevereiro de 2011, sob a editoria do cronista esportivo Raimundo Fernandes, um apaixonado pelo futebol acreano e um dos maiores jornalistas do Acre, conhecido também por narrar belas histórias de pessoas simples do interior. Quatro anos depois, em 2015, passava a diário, depois de algumas contratações relevantes, entre elas a do repórter fotográfico Juan Diaz, do jornalista político Luís Carlos Moreira Jorge – ex-colunista de A Gazeta -, e também de Resley Saab, até então editor-chefe de A Gazeta, que veio para somar com a equipe como chefe de redação.
Além da qualidade na impressão, já que o colorido é uma marca registrada graças ao seu moderno parque gráfico, os conteúdos exclusivos por meio das reportagens especiais, renderam ao jornal 16 prêmios de jornalismo até o ano passado.
O primeiro veio já no ano de fundação do jornal, quando a reportagem ‘Violência Doméstica: Não se cale, denuncia!’, assinada pela repórter Ana Paula Xavier, arrebatou o troféu de melhor reportagem impressa no Prêmio de Jornalismo do Ministério Público de 2011. Em 2012, a jornalista voltaria a ganhar o Prêmio do Sindicato dos Jornalistas ‘José Chalub Leite’, com o material ‘Deficiência visual: ‘Uma nova forma de encarar o mundo pelo toque’.
Já a partir de 2015, o editor-chefe Resley Saab, o repórter fotográfico Juan Diz e a repórter Alcinete Damasceno viriam a protagonizar uma série de vitórias que também podem ser conferidas na relação de todas as premiações (……acima, abaixo, na página ao lado).
As 16 reportagens premiadas do Opinião:
2011 – Ministério Público do Estado do Acre
1º lugar – Violência Doméstica: Não se cale, denuncie! Por Ana Paula Xavier
2012 – Sindicato dos Jornalistas – Prêmio José Chalub Leite
Melhor reportagem de impresso – Deficiência Visual: ‘Uma nova forma de encarar o mundo pelo toque’ Por Ana Paula Xavier
2015 – Ministério Público do Estado do Acre
1º lugar – ‘Missão Gaeco – Os soldados invisíveis nos bastidores do crime. Por Resley Saab’
2015 – Assembleia Legislativa do Estado do Acre
Melhor reportagem de webjornalismo – ‘Aleac e enchente – os esforços do Legislativo na maior inundação da história do Acre’. Por Resley Saab
2016 – Sindicato dos Jornalistas – Prêmio José Chalub Leite
Melhor reportagem de impresso -‘Faces do Tráfico – O Multiverso do Crime no Acre. Por Resley Saab’
2016 – Sindicato dos Jornalistas – Prêmio José Chalub Leite
Melhor Fotojornalismo: ‘Faces do Tráfico’. Por Juan Diaz
2016 – Assembleia Legislativa do Estado do Acre
Melhor reportagem de webjornalismo – ‘Ser Down é Up – histórias de inclusão social no Legislativo do Acre’. Por Resley Saab
2016 – Tribunal de Justiça do Estado do Acre
1º lugar de mídia impressa – ‘O Judiciário vai aonde o povo está’. Por Resley Saab
2016 – Tribunal de Justiça do Estado do Acre
1º lugar de webjornalismo – ‘Violência doméstica – O ombro amigo do Judiciário’. Por Resley Saab
2016 – Tribunal de Justiça do Estado do Acre
2º lugar – ‘Separados pelo cárcere’. Por Alcinete Gadelha
2016 – Sindicato dos Jornalistas – Prêmio José Chalub Leite
Melhor reportagem de impresso – Vozes do Rio – Relatos de um povo de barranco. Por Resley Saab
2016 – Sindicato dos Jornalistas – Prêmio José Chalub Leite
Melhor Fotojornalismo: ‘Vozes do Rio’. Por Juan Diaz
2016 – Ministério Público do Estado do Acre
1º lugar – ‘Meninos do Tráfico – O Herói é o bandido’. Por Resley Saab
2017 – Ministério Público do Estado do Acre
1º lugar – ‘Galera do Bem – A esperança de uma nova vida’. Por Resley Saab
2019 – Ministério Público do Estado do Acre
Melhor reportagem de impresso – ‘Filhos da Rua’. Por Juan Diaz
2020 – Ministério Público do Estado do Acre
2º lugar – ‘Ministério Público 5.0 – Na pandemia, técnicos, promotores e procuradores de Justiça se adaptam ao meio digital para dar voz às vítimas da covid-19’.

Um celeiro de grandes reportagens
*Resley Saab
Mochila pronta. Chapéu de lona na cabeça. Passagens nas mãos e lá vamos nós, bem cedo, às 6 horas, despregar do chão para o céu azul no velho turboélice Bandeirante rumo à Santa Rosa do Purus, um dos municípios mais isolados da Amazônia, a cerca de 410 quilômetros de Rio Branco, já na fronteira com a selva peruana.

A missão: produzir uma série de três reportagens sobre a vida dos kaxinawás e dos kulinas, povos milenares dentro do Brasil e do Peru, que há séculos vivem em situação de quase miséria às margens dos barrancos do rio Purus.
Foi neste ambiente inóspito que revelamos a saga dos Perubras, indígenas que saem do Peru descendo pela nascente do Purus para tentar a nacionalidade brasileira e, assim, fazerem parte do programa Bolsa Família no Brasil.
O que eu e o repórter fotográfico Odair Leal descobrimos é que eles fogem da fome que assola as aldeias no país vizinho, obrigando homens, mulheres e crianças a migrarem para dentro de terras brasileiras, numa tentativa de serem reconhecidos como brasileiros e receberem o benefício, destinado aqui no País a famílias abaixo da linha da pobreza e indígenas.
A série, que também incluiu a vida dos kulinas, presenciou o episódio dramático de um índio, que picado por uma cobra jararaca, passou por sessões de xamanismo, sendo curado com chás e rezas pelo pajé da aldeia, que disse ter evocado os espíritos da floresta para tal.
A reportagem em três edições foi agraciada com o Prêmio do Sindicato dos Jornalistas ‘José Chalub Leite’ de 2017.
Um ano antes, porém, a reportagem ‘Vozes do Rio – Relatos de um Povo de Barranco’ também ganharia o prêmio Chalub Leite. Eu e o repórter fotográfico Juan Diaz percorremos mais de mil quilômetros pelo rio Acre, desde a nascente à foz, no rio Purus, em Boca do Acre (AM), ouvindo pessoas, obtendo as impressões delas sobre o rio, sobre as suas histórias pessoais e fazendo algumas abordagens históricas do Bacia do Rio Acre e a sua relação com a Revolução Acreana.
Essa fórmula, que reuniu ainda textos como a história da aviação no Acre ou do material que fez um diagnóstico do tráfico de drogas no estado, em ‘Faces do Tráfico, o Multiverso do Crime no Acre’, rendeu muito prestígio entre os leitores acreanos, e até fora do estado.
*Resley Saab foi editor-chefe do Jornal Opinião de 2015 a 2017
Jornal Opinião é o único periódico circulando no Estado
Todos os dias escutamos alguém dizer que o jornal impresso tem dia para acabar. E os rumores se fortalecem na medida em que a internet e os avanços tecnológicos vão mudando a forma como as pessoas consomem informações.

Há quem diga que os jornais impressos não deixem de circular em um prazo de cinco anos. Outros dão no máximo três anos de vida para os periódicos. Mesmo diante dos piores prognósticos, há quem os contradiga na prática, como é o caso do Jornal Opinião que segue se fortalecendo e provando aos incrédulos que o impresso está mais vivo do que nunca. Tanto que atualmente é o único periódico circulando no Acre.
Enquanto nos últimos dois anos, o estado do Acre viu o desaparecimento de seus outros quatro jornais impressos, neste meio tempo, o Jornal Opinião só cresceu, e muito. Suas edições impressas continuam alcançando o interior do estado, incluindo duas cidades do Amazonas: Boca do Acre e Pauiní, que também têm edições próprias aos seus moradores.
Ao tornar-se diário, o Jornal Opinião acompanhou a tendência do mercado editorial, que exigia textos curtos, rápidos e objetivos, sobretudo de utilidade pública, expandindo a sua atuação também na internet. Hoje, o jornal circula de segunda a segunda-feira, sempre primando pelas reportagens bem elaboradas, cujos temas de interesse da opinião pública são mais apurados, mas sem abrir mão da clareza dos textos.

“Como resultado prático disso, nos tornamos na atualidade o único jornal impresso no estado e conseguimos passar muito bem pelas adversidades econômicas, apostando em clientes que não são, necessariamente, do governo do estado, e de quem os concorrentes dependiam totalmente”, ressalta o diretor-geral, Acrevenos Espíndola.
A equipe que faz o JORNAL OPINIÃO acontecer!
Você que está lendo essas linhas, talvez nem saiba da existência deles. E nem da importância dele na distribuição das letras por todas essas páginas. A diagramação é uma das áreas do design gráfico, utilizada em meios de comunicação como websites, jornais, revistas, cartazes e também em livros. E o dia 28 de março faz referência a esse profissional que atua nos bastidores e muitas vezes não tem o devido reconhecimento.

Cabe ao diagramador saber fontes que serão utilizadas (tipos e tamanhos, de acordo com a aplicação), o estilo dos quadros e das molduras, o posicionamento de cada elemento, o estilo usado na inserção de figuras (que, às vezes, necessitam inclusive de tratamento especial – o que, por sua vez, também exigirá o uso de outros programas específicos).
Além da definição de imagens e símbolos que serão usados como pano de fundo, o layout das páginas, o espaçamento, o uso ou não de cores, texturas e efeitos.
Com o desenvolvimento tecnológico, é fundamental que ele possua conhecimentos nas ferramentas modernas como InDesign, Illustrator, CorelDraw, Autocad, Photoshop, Lightroom (para fazer tratamento de imagens e diagramação de álbuns de fotos por exemplo).
Falando de forma mais simples, o JORNAL OPINIÃO possui um projeto gráfico que é seguido pelos profissionais que por aqui atuam. Confira nas linhas abaixo como tudo começou.
O início de tudo
Antônio José Souza, mais conhecido como Cabeça, é o designer, diagramador e um dos responsáveis pelo primeiro projeto gráfico do OPINIÃO. Ele relembrou como era o layout do jornal antes do atual projeto gráfico.

“O primeiro projeto foi feito no CorelDraw. E só depois passado para o InDesign para impressão. Não tínhamos experiência de fazer jornal impresso. Isso foi em 2010. A primeira edição era no formato pequeno, semanal e tinha 32 páginas. Depois fui estudar sobre o assunto”, comentou Cabeça.
Modernização em 2015
Após um tempo, o primeiro projeto gráfico foi modernizado. O design Cley Bernardo inseriu efeitos na logomarca do jornal.
O diretor geral do jornal, Acrevenos Espíndola, destaca que o investimento para a criação do atual projeto gráfico se deu por conta da mudança de formato e de circulação, ocorrida em 2015. “Foi a partir disso, que até hoje podemos explorar fotos com qualidade ainda não vista no Acre. Isso nos diferencia de qualquer outro jornal impresso. O novo projeto gráfico revelou o nosso potencial”, comentou.
Com o novo projeto gráfico em vigor, surgiu a necessidade alinhamento, espaçamento, fontes usadas que são exclusivas e a logo foi modernizada. “A mudança foi significativa. É gratificante ver tamanha evolução”, ressaltou Cabeça.
Sobre a equipe de diagramadores do jornal, Acrevenos destaca que tem confiança e valoriza a atuação de cada um. “Eles sabem a minha linha. Não só os diagramadores, mas a equipe de forma geral”, detalhou.
Apenas uma ideia sobreviveu às mudanças ao longo dos anos. A página 15, chamada de Passatempo com caça palavras, tirinhas e horóscopo.
Outro personagem fundamental nesse quebra cabeça é do jornalista e diagramador Wescley Camelo. Ele chegou ao Opinião na quinta edição e participou de boa parte das evoluções do projeto gráfico.
Para ele a diferença do Opinião são as influências que são permitidas na diagramação. “O Acrevenos sempre que viaja traz com ele vários jornais impressos. Para regionalizar conteúdo e atualizar a diagramação de alguma forma. Sempre dentro tendo como eixo principal do projeto gráfico. Isso acontece desde o início do jornal”, comentou Wescley.
Dica para novatos
Atuando há 20 anos nessa área, Camelo afirma que para obter destaque e sucesso com diagramação é preciso dedicação e criatividade. “É uma pena que na grade curricular do curso de jornalismo não tenha uma disciplina específica sobre criação e diagramação. É um mercado que sempre tem demanda e faltam profissionais, muitas vezes”, comentou.
Diagramadores da casa
Os responsáveis pela diagramação do OPINIÃO são o Tiago Daniel e Henrique Santos. São eles que diariamente, que escolhem a melhor posição em que será colocado o texto, o título e a imagem.
São eles também que configuram o número e o tamanho das páginas e ilustrações, sempre obedecendo as referências já definidas no projeto gráfico, garantindo assim a identidade visual do jornal. Fica a cargo deles ‘desenhar’ a notícia para que ela seja a mais compreensível para o leitor.

Segundo Henrique Santos o atual projeto gráfico do jornal oferece uma identidade mais profissional e única. “Apesar de precisarmos seguir um padrão. Quando se trata de matérias especiais, temos liberdade para trabalhar. Dependendo do material que é disponibilizado. Prova disso, o especial Faces do Tráfico que foi publicada em 2015”, destacou.

Tiago Daniel reforça que a credibilidade adquirida pelo OPINIÃO ao longo desses anos também é resultado da união de bons materiais, com um projeto gráfico bem definido. “O projeto trouxe identidade marcante e única para o jornal. O material que mais me marcou foi ‘Os soldados invisíveis nos bastidores do crime’, escrito pelo Resley Saab e premiado pelo Ministério Público do Acre”, relembrou Tiago.
Correndo atrás da notícia
O jornalismo é uma das profissões mais apaixonantes que existe. E neste ofício é preciso ter coragem para encarar todos os dias muitos ‘leões ferozes para matar’. No meio de todos os lados e de todos os interesses envolvidos em um fato, há sempre o jornalista. Agradando ou não, a notícia tem que chegar até os leitores. Porém, no OPINIÃO esse ofício é realizado com responsabilidade e pautado no compromisso com a verdade.
O jornalista Dell Pinheiro, que já trabalhou em outros jornais, e que agora faz parte da equipe do Opinião, falou sobre a contribuição do periódico para o Estado.
“O Opinião sempre buscou levar aos seus leitores bons materiais e a informação da maneira correta, sempre apuram os fatos, sendo imparcial, como todo jornal deve ser, ou acredito que deveria. Que o Opinião possa sobreviver por muito tempo, e que a leitura manuseada em papéis não caia no esquecimento, pois o papel da imprensa é esse, seja na TV, rádio, na internet ou pelo periódico, no bom e velho jornal impresso.
Os desafios de fechar uma edição
A história do OPINIÃO foi construída com a colaboração de muitos jornalistas, repórteres, editores, diagramadores, além de todas as outras funções. Todos unidos com o mesmo objetivo: levar o melhor conteúdo ao leitor. Com uma equipe alinhada o periódico ao longo de seus dez anos de existência tem feito um bom trabalho, apesar dos muitos desafios.
Para a editora-chefe do jornal Opinião, a jornalista Marcela Jansen, que já atua na área há 15 anos, o maior desafio nos últimos meses é produzir um jornal em meio a pandemia do novo coronavírus.

“Tivemos que nos readaptar completamente. Já estávamos acostumados a estar na rua, correndo atrás das pautas, indo nos parlamentos ver as sessões, enfim. Mas, com a Covid-19 tudo mudou e adotamos o trabalho home-office. É na redação do jornal que tudo acontece, desde as reuniões de pauta, elaboração das matérias, construção das páginas do jornal, diagramação e impressão no laser filme e vegetal para encaminhar a gráfica. A mudança nesse processo nos deixou meio perdidos no começo, mas conseguimos nos alinhar e o OPINIÃO continua desenvolvendo um ótimo trabalho”, falou.
Para Jansen, a maior vitória do jornal nos últimos ano foi se manter circulando na Capital e municípios acreanos. “A pandemia trouxe muitas dificuldades, mas o OPINIÃO tem conseguido superar todas elas. Hoje, somos um o único periódico circulando no Estado. É para se comemorar, certamente. Apesar dos desafios a equipe está alinhada. Essa união tem sido fundamental para manter o jornal caminhando. E assim continuará ainda por muito tempo”.


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