Rio Branco
23°C
terça-feira, 30 de junho de 2026
01:32

Do computador para o papel: a impressão da notícia feita por mãos dedicadas

São diversas as etapas de produção diária do único impresso em circulação no Acre. Da ideia de pautas dadas pelo editor-chefe ou repórteres, da ida destes últimos as ruas e eventos de grande importância à população para colher e redigir fatos relevantes até da diagramação feita pelos designers gráficos são diferentes processos. Mas nada disso valeria se duas figuras essenciais passassem toda essa construção do computador para o papel, as mãos dedicadas dos impressores.

Após finalizarem a diagramação, responsável por distribuir fotos e textos nas páginas do impresso, e construir a capa do periódico, os diagramadores imprimem o que foi feito digitalmente para dois tipos de papéis especiais: laser filme, no caso das páginas coloridas, e vegetal, quando elas ficam somente em preto e branco. A partir daí a direção do processo fica nas mãos dos dois impressores, responsáveis por passar as gravuras dos papéis laser filme ou vegetal para o papel jornal. E nessa etapa todo o cuidado é pouco, já que um pequeno erro pode prejudicar a impressão.

José Lima é um dos impressores do Opinião e está no jornal desde a criação, em 2011. Ele conta que chega de madrugada na sede do periódico para colocar as máquinas para rodarem. Ele divide essa tarefa juntamente com as atividades da Acre Publicidade, onde atua semanalmente. Segundo o profissional, a impressão do periódico fica sob sua responsabilidade em três dias da semana. Ele chega à sede do Opinião às 5h, pega os papéis laser filme e vegetal na redação e os coloca na impressora, que de acordo com ele é usada somente para imprimir o caçula dos periódicos do Acre.

“São mais de dez mil exemplares impressos diariamente. Para finalizar a impressão é gasto em média duas horas nas máquinas. É preciso ter muito cuidado para que não haja erros que possam prejudicar a impressão. Antes de iniciar a impressão na máquina, pego o papel vegetal ou laser filme e o coloco na gravadora, um equipamento que é inserido na impressora para iniciar o trabalho. É muito bom fazer isso, acho muito legal e me sinto responsável por fazer as pessoas se informarem, a produção do jornal é um trabalho em conjunto feito por todos os envolvidos”, fala Lima.

O profissional afirma que durante a impressão aproveita para ler as notícias que vão chegar as demais pessoas, ele brinca que é o primeiro a saber dos fatos sempre. De acordo com Lima, manutenções e limpezas constantes da máquina impressora são feitas para que a qualidade da impressão não seja prejudicada. “O Acrevenos [Espíndola], diretor geral do Opinião, sempre prezou pela qualidade da impressão e das notícias. Prova disso é que a empresa adquiriu equipamentos de última geração exclusivo para impressão do jornal, nada além disso é impresso nessa máquina”.

Jairo Patrick Silva começou a atuar como impressor do Opinião quando o jornal deixou de ser semanal e se tornou diário, em 2015, quando ele foi convidado pela Direção do informativo. Apesar de já atuar há muitos anos no ramo da impressão, ele nunca tinha trabalhado com impressão de jornal na vida. Ele relata que a experiência iniciada no Opinião foi totalmente nova e enriquecedora para o currículo profissional. Nos quatro dias em que fica responsável por “rodar” o periódico, ele chega na sede da empresa assim que os diagramadores finalizam a pré-impressão.

“Geralmente chego às 22h30 ou 23h. Como tenho mais tempo, faço tudo com calma e bastante atenção para não ter erros e prejudicar o processo, caso algo aconteça a entrega dos exemplares aos leitores e nas bancas atrasa e altera a rotina de quem espera para ler o jornal. Finalizo a impressão entre 3h e 4h. São muitos exemplares todos os dias porque o Opinião é o único jornal de Rio Branco que circula em outros 18 municípios do Acre. É um trabalho gratificante para mim porque sei que estou produzindo algo que é muito esperado pelas pessoas todo santo dia”, diz Silva.

O impressor faz coro às palavras do colega Lima e destaca que a qualidade dos equipamentos utilizados no Opinião faz com que ele seja o jornal com melhor qualidade gráfica e de impressão da capital. Ele explica que manutenções constantes são feitas na impressora para que não haja problemas e queda na qualidade de impressão. “Limpeza e manutenção são constantes na máquina. É uma orientação do Acrevenos que a qualidade da impressão, assim como a da informação, seja alta. Nesses quatro anos que estou aqui, aprendi muita coisa que jamais imaginava”.

Tanto Lima como Silva são enfáticos ao afirmarem que se sentem orgulhosos por atuarem em uma empresa que leva credibilidade aos leitores e seriedade aos funcionários e colaboradores. “É gratificante fazer parte de uma equipe comprometida com o leitor. Todos aqui são unidos para dar o melhor de sim e ter como resultado o trabalho primoroso de todos os dias que tem resultado prático na vida das pessoas, prova disso são os diversos prêmios”, afirma Silva. “É muito bom se dedicar e atuar junto com uma galera que trabalha com muita seriedade e compromisso”, encerra Lima.

O desafio diário de levar
o jornal até o assinante

Quando as máquinas encerram os trabalhos de impressão e depois de dobradas as páginas, chega o momento mais importante do processo de levar a informação ao leitor: a entrega. Para essa executar essa missão, os entregadores do jornal OPINIÃO, enfrentam todo tipo de perigo, além do sol ou chuva.

O grupo de entregadores que tem a missão de levar a informação à casa dos assinantes é formado por duas pessoas, são eles: Antônio Cândido e Marcos Antônio Silva de Mendonça. Apesar do trabalho iniciar cedo da manhã, isso não tira o compromisso e bom humor dos entregadores em levar as notícias aos leitores.

Ao longo dos anos a dupla viveu diversas experiencias ao distribuir o periódico, porém, o maior desafio tem sido exercer a função a função nesse período de pandemia. A maneira de trabalhar teve que ser diferente por razões óbvias. E apesar de continuar a distribuição, a dupla adotou as medidas sanitárias necessárias para se proteger da Covid-19.

“Apesar do trabalho remoto, as edições continuaram sendo realizadas normalmente. O trabalho não parou! Nos casos dos meninos da distribuição, observamos os cuidados necessários em decorrência da Covid-19. Disponibilizamos máscaras, álcool gel, orientamos acerca do distanciamento, tanto que apenas dois entregadores, mais o motorista saía para realizar as entregas. E assim tem ocorrido até hoje. É importante manter todos da equipe a salvo dessa doença”, disse Acrevenos Espíndola.