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quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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Seminário debate a saúde integral da população negra do Acre

A saúde integral da população negra no Acre foi pauta do seminário promovido pelas secretarias de Estado e Municipal de Saúde (Sesacre) e (Semsa), nesta quarta-feira, 27, em Rio Branco. A ação foi puxada pelo Núcleo de Saúde das Populações Prioritárias e Vulneráveis em parceria com o Centro Universitário Uninorte.

O evento marca o 27 de outubro, data oficial de Mobilização Nacional de Saúde Integral da População Negra. O seminário teve o intuito de dar visibilidade à causa e promover ações de implementação de políticas públicas, além de ampliar as discussões.

O evento foi promovido no auditório da Uninorte (Foto: Maria Meirelles)

A representante do Movimento de Mulheres Negras, Almerinda Cunha, aproveitou o debate para cobrar a implementação da política voltada ao público.

“A população negra como um todo é desfavorecida, a ponto do próprio SUS [Sistema Único de Saúde] reconhecer o racismo no atendimento. Na pandemia, a maioria que morreu foi negros, a maioria fora da sala de aula é negra, a maioria dos desempregados é negra, a maioria que morre por feminicídio é negra, a maioria que morre no parto é negra, a maioria que é violentada e estuprada é negra, então, estamos pedindo socorro. A morte não vem só da faca e do revólver, vem também através do atendimento de saúde precário e, muitas vezes, inexistente”, pontuou Almerinda.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Saúde das Populações Prioritárias e Vulneráveis, Zilmar Silva, a Sesacre tem realizado a implementação da política voltada à população negra. “Nós sabemos que o racismo é estrutural e institucionalizado, mas, isso não nos impede de fazer o debate, de enfrentar o racismo, para que a população tenha o atendimento adequado.

A mesa de abertura contou com a presença da diretora da Rede de Atendimento à Saúde, Jocelene Soares, da pró-reitora do Centro Acadêmico Universitário Uninorte, Vanessa Igame, da presidente do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), Dra. Leuda Dávalos, da presidente da Associação de Mulheres Negras, Almerinda Cunha, coordenadora do Programa de Saúde da População Negra da Semsa, entre outras autoridades.

As falas de abertura forem sucedidas pelos painéis sobre “racismo estrutural”, “educação permanente como ferramenta à política de atenção à saúde da população negra” e “saúde integral da população negra”.