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terça-feira, 18 de agosto de 2026
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“A política é a única forma atual de oferecer melhor condição de vida”, diz Agleison Alexandrino Correia

Policial militar que participou da implantação dos colégios militares no Acre relembra trajetória na corporação, expansão do modelo educacional e decisão de disputar uma vaga na Aleac

A trajetória de mais de duas décadas na Polícia Militar do Acre (PM-AC), a participação na criação dos colégios militares e a experiência na gestão educacional são apontadas pelo tenente-coronel da Polícia Militar Agleison Alexandrino Correia como partes de um percurso que agora se aproxima da política. Em entrevista, o policial militar relembrou os principais momentos da carreira e explicou as razões que o levaram a colocar seu nome na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

Agleison ingressou na PM-AC em 2000, como soldado. Em 2017, participou das tratativas para elaboração e aprovação da Lei Ordinária nº 3.362/2017, que instituiu formalmente o modelo de Colégio Militar no Acre. Também atuou na elaboração de regulamentos e diretrizes internas das unidades.

Segundo ele, a implantação do modelo ocorreu a partir de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e a Polícia Militar. Antes da expansão das unidades, foram realizadas visitas técnicas a outros estados para conhecer experiências já em funcionamento.

“Firmamos uma parceria com a Secretaria de Educação e buscamos ver os exemplos exitosos em outros estados brasileiros. Fomos para Goiás e lá verificamos o sucesso dos colégios militares daquele estado. A partir disso, verificamos locais que realmente necessitavam de um colégio militar”, relatou.

Os primeiros desafios

Em março de 2018, Agleison Alexandrino assumiu a direção do Colégio Militar Tiradentes, quando tiveram início as atividades letivas da unidade. A chegada do novo modelo trouxe mudanças na rotina escolar, entre elas o uso de fardamento, o cumprimento de horários e a presença de militares no acompanhamento dos estudantes.

“O primeiro desafio foi demonstrar na prática que esta unidade de ensino tinha algo a mais para oferecer. Era uma novidade para toda a comunidade escolar, algumas práticas como: o uso de fardamento, o cumprimento de horário, o respeito aos professores, o acompanhamento dos alunos por militares fardados e o civismo”, afirmou.

O policial também recordou as resistências encontradas no início da implantação. Segundo ele, havia receio de que o modelo pudesse limitar a autonomia dos estudantes.

“A ideia de que iríamos robotizar os alunos era o principal obstáculo, mas com o passar dos dias mostramos que o nosso objetivo era formar cidadãos conscientes dos seus deveres”, disse.

Expansão para áreas periféricas

A experiência inicial, de acordo com Agleison, também contribuiu para a expansão do modelo para outras regiões de Rio Branco, inclusive áreas periféricas.

Ele afirma que a ampliação ocorreu a partir de pedidos feitos por moradores que passaram a conhecer a proposta e os resultados alcançados nas primeiras unidades.

“Nasceu pelas constantes declarações que recebíamos do povo. Muitas pessoas pediam para levar essa modalidade de ensino militar porque viram que produz um resultado muito bom”, explicou.

Da segurança à política

Ao falar sobre a carreira na Polícia Militar e as mudanças observadas no Acre ao longo de mais de 20 anos, Agleison avaliou que a violência continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelo Estado.

“De lá pra cá, o que vejo é um Estado que a cada dia que passa sofre com o aumento da violência”, afirmou.

A experiência acumulada na segurança pública e na educação, segundo ele, está entre os fatores que influenciaram sua decisão de ingressar na disputa eleitoral.

Agleison é candidato a deputado estadual e afirma que a decisão está relacionada à intenção de ampliar sua atuação na vida pública.

“Eu sou motivado por uma vontade profunda de ver o meu Estado oferecendo uma condição de vida digna para o seu povo. A política é a única forma atual de oferecer melhor condição de vida para as pessoas”, declarou.

A candidatura marca uma nova etapa na trajetória do policial, que passou pela atividade operacional da PM-AC, pela implantação e direção de unidade de ensino militar e agora pretende levar a experiência acumulada para o debate político estadual.