Os deputados que compõem a Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) receberam ontem, 10, o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Paulo Wadt, para uma sabatina. A ida do gestor ao Poder Legislativo ocorreu a pedido do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que apresentou requerimento após a deputada federal Mara Rocha (PSDB) colocar em suspeição as ações do secretário frente a pasta.
Entre as denúncias feitas pela tucana estaria a nomeação de sócios de sua empresa de consultoria para cargos dentro da secretaria. Segunda Mara, a nomeação de Sâmila Cristina Alves do Carmo ocorre em contrariedade a Lei Complementar 39.
Sâmila Cristina é apontada como sócia administradora das empresas Aquiry Serviços Ambientais Assistência Técnica e Extensão Rural e Amazônia Engenharia e Tecnologia, de propriedade do Secretário Paulo Wadt, que tem negócios com a prefeitura de Plácido de Castro, inclusive com a participação dela como agente pública.
Ainda de acordo com Mara Rocha, as nomeações teriam ocorrido com o intuito de pressionar pecuaristas a venderem suas terras para os empresários de Rondônia.
Ao ser questionado pelos deputados sobre as denúncias, Wadt negou e disse que a citada empresa não está ativa há alguns anos.“Não sei qual a fundamentação da denúncia. Respeito a deputada, mas não procede”, explicou. E acrescentou: “A Sâmila Cristina realmente é minha sócia, mas a empresa nunca teve atividade conforme pode ser verificado na Receita Federal. Sobre a outra empresa, que mantém negócios com a prefeitura de Plácido de Castro, a Sâmila não está mais como sócia administradora, portanto, não existe irregularidades nessa questão”.
Wadt também negou que estaria perseguindo servidores públicos. “Não estou destratando servidor nenhum, o que eu estou cobrando deles é trabalho, disso eu não abro mão. Já dei falta para funcionário que não foi trabalhar, mas isso não é ameaça. As cobranças que estou fazendo estão dentro do processo legal”, disse ao atribuir as denúncias à falta de habilidade política por parte de deputada Mara Rocha.
“Falta habilidade política à deputada Mara Rocha que poderia dialogar mais. Eu tenho relação política com todos os partidos, inclusive quando fui exonerado pelo PSDB uma das vezes, quem me ofereceu apoio foi o senador Petecão” revelou Wadt.
E acrescentou: ““Estamos reestruturando a Emater, a Cageacre e o Idaf. Precisamos fortalecer esses órgãos de maneira qualificada. Aceitei ser secretário do Gladson Cameli porque me identifiquei com o plano de governo dele. Sei que temos muito trabalho pela frente, mas nós estamos nos esforçando para garantir o fortalecimento do setor produtivo do Acre”.
Após o término da sabatina, os deputados sinalizaram como positiva da passagem de Paulo Wadt no Poder Legislativo. “O secretário apresentou o olhar do agronegócio que não pode ser visto apenas como os grandes latifúndios com plantios de monocultura tipo soja. Trouxe a experiência moderna da produção de determinado cultivo, o transporte e a comercialização dessa produção. Creio que agora é organizar as cadeias produtivas tanto na pecuária quanto no campo da agricultura porque temos muitas potencialidades na região”, disse Jenilson Leite.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>