Os incidentes ocorridos na noite de segunda-feira causaram grande insegurança e apreensão na população rio-branquense, entretanto, a Secretaria de Segurança descartou uma possível guerra de facções no Estado atualmente.
O secretário de Segurança Público do Acre, Paulo Cézar, falou sobre o assunto na quarta-feira, 30, pela manhã, e disse o seguinte: “As análises feitas por nossa inteligência descartam uma guerra. Até porque não temos uma declaração formal, o que temos são supostos ‘salves’ publicados aleatoriamente.”, afirmou ele.
Também disse que tiroteios não ocorreram pela cidade, e sim que houveram denúncias de pessoas que ouviram barulhos e pensavam ser disparos. “O que tem acontecido é algo rotineiro para a polícia que é averiguar. Tiroteio é quando há troca de tiros, o que não aconteceu, o que temos são averiguações rotineiras de alguém que ouve um barulho e liga falando que acha que são disparos. Não há confirmação de qualquer tiroteio nos últimos dias.”, acrescentou Paulo Cézar.
Entretanto, a informação vinda do sargento da polícia militar, Diego Pablo Paz Gomes, contraria a posição do secretário, pois segundo ele, há sim um toque de recolher instaurado. “Toque de recolher ordenado por delinquentes, comércios fechados antes dos horários previstos, entregadores de lanche tem medo de entrar em certos bairros por medo de perderem a própria vida”, conta ele.
Sargento Paz ainda acusa gestores da segurança estadual de serem hipócritas. “Especialistas em segurança pública são os que ficam em escritório. Vejo muitos doutores dizendo que são contra as armas de fogo para os cidadãos de bem, mas tem porte de arma, carro blindado e moram em condomínio de alto padrão. Enfim a hipocrisia.”, afirmou ele em suas redes sociais.
Toque de recolher
O toque de recolher citado tanto pelo Sargento Paz, quanto pelo secretário Paulo Cézar, existindo ou não, já afetou as aulas em faculdades espalhadas pela cidade. Na Universidade Federal do Acre (Ufac), cinco cursos foram afetados diretamente, tendo as aulas da terça-feira, 29, suspensas no período da noite. Os cursos afetados foram: Jornalismo, História, Economia, Espanhol e Ciências Sociais.
O número de cursos afetados pode ser ainda maior, já que a pró-reitoria de graduação entrou em contato com as coordenações dos cursos para que alunos que vivem em bairros afetados diretamente possam ser dispensados das aulas para garantir sua segurança.


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