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sábado, 15 de agosto de 2026
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Secretária de Saúde Sheila Andrade destaca a importância de se imunizar contra a Influenza

A busca por atendimento para tratar os sintomas de síndrome gripal aumentou significativamente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Branco nas últimas semanas. 

Em conversa com a equipe do Jornal Opinião, a secretária Municipal de Saúde, Sheila Andrade, ainda não é possível afirmar que trata-se de uma epidemia. “Muitas pessoas estão procurando as unidades de saúde com sintomas fortes de gripe, mas ainda assim não é possível confirmar que se trata de uma epidemia. Ainda assim, o Município, em parceria com o Estado, tem buscando a melhor forma de atender a população”.

Andrade destacou que na segunda e terça, que marcou o ponto facultativo e feriado, respectivamente, as URAPS em Rio Branco funcionaram normalmente. “Deixamos as unidades abertas para desafogar a demanda nas UPAs. Em dois dias atendemos mais de 500 pessoas”, disse.

 E acrescentou: “importante que a população, ao detectar os sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para atendimento médico. Além disso, muito importante que se observe os cuidados para não propagar a doença, como o uso da máscara, álcool gel e evitar aglomerações”.

Sheila reforça ainda acerca da importância da vacinação contra a Influenza. “Desde que o surto teve início, muitas pessoas tem procurado as unidades de saúde para se vacinar. Importante que isso ocorra mesmo. A vacina da influenza previne contra três vírus: H1N1, H3N2 e o vírus do tipo B, que são vírus que podem levar a maiores complicações. É importante que a população seja vacinada contra a influenza, porque os sintomas da Covid-19 são parecidos e com a pessoa vacinada contra a influenza, dá uma precisão para o médico fazer um diagnóstico mais preciso, se é covid-19 ou a influenza. Reforço aqui que os imunizantes estão disponíveis e que todos que desejarem se vacinar tanto para a Influenza quanto para a Covid-19 procurem nossas unidades”, finalizou.

Dados da Sesacre

Dados da Vigilância de Influenza e outros Vírus Respiratórios da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) mostraram que o Estado registrou 11.044 casos de síndrome gripal entre janeiro e o dia onze de dezembro deste ano. O número é 17,6% maior do que os casos confirmados no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 9.387 casos.

Ainda de acordo com os dados, em 2019 foram confirmados no Acre 28.658 casos de síndrome gripal até a semana epidemiológica 49 – entre cinco a onze de dezembro. Em 2020, quando surgiu a pandemia do novo coronavírus, os casos de gripe baixaram para 9.387 no período avaliado.

Em 2019 e 2020 o Acre não teve casos de influenza A registrados. O Estado teve registro de outros tipos da doença, como por exemplo:

A Sesacre pontua que até o momento não foram registrados casos da Influenza H3N2, especificamente da variante Darwin — detectada na cidade da Austrália que recebe o mesmo nome.

Entenda o surto de gripe que se espalha pelo Brasil

Enquanto o número de casos de Covid-19 apresenta tendência de queda, o número de casos de Influenza só aumenta. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia já apresentam indicadores de epidemia, conforme anunciado pelas secretarias de Saúde.

O grande número de infectados pelo vírus da Influenza chamou atenção de especialistas que, após avaliação, observaram se tratar do vírus H3N2, especificamente da variante Darwin — detectada na cidade da Austrália que recebe o mesmo nome.

“Em primeiro lugar, não é o H1N1, que é mais comum. O que está dando é o H3N2, que é um primo dele. E o que acontece é que essa vacina que a gente deu neste ano não cobre bem contra o H3N2. A vacina tem o H3N2, mas não especificamente este que está rodando, que é o Darwin”, explica Celso Granato, médico infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury.

“Além do que, as pessoas tomaram essa vacina faz seis meses. A gente vacina contra a gripe lá para maio, junho. Então, você está com uma vacina que já não cobre muito bem e também que já tomou há seis meses”, complementou o especialista.

O aparecimento dessa nova variante poderia explicar o grande número de casos de gripe também entre pessoas vacinadas.

Contudo, embora os serviços de saúde registrem uma procura maior por atendimento relacionado com sintomas gripais, não dá para afirmar com exatidão quais casos são de Covid, Influenza ou originados por outros vírus porque a testagem é baixa.

De modo geral, não são feitos testes para comprovar a infecção por Influenza e, no caso da Covid-19, o país ainda apresenta índices considerados baixos de testagem.