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sábado, 4 de julho de 2026
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Rio Acre atinge menor cota em três anos para abril e Defesa Civil afirma que situação é normal

O nível do Rio Acre atingiu a menor cota em Rio Branco para o mês de abril nos últimos três anos na segunda-feira, 22. Dados da Defesa Civil Estadual, por meio da medição diária, mostram que a elevação das águas chegou a 5,50 metros. A média normal para o mês é de 9,56 metros segundo o Corpo de Bombeiros. Entretanto, a Defesa Civil Municipal afirma que a situação está dentro da normalidade devido ao Acre está em fase de transição do inverno para o verão amazônico.

Segundo o coronel George Santos, coordenador da Defesa Civil Municipal, comenta que o fim deste mês é marcado pelo fim do inverno e aparecimentos dos primeiros sinais do verão amazônico; que inicia no mês de maio, segue até o fim de outubro e é marcado por poucas chuvas, tempo seco, altas temperaturas e constantes queimadas ambientais. Ele comenta que o comportamento do Rio Acre está dentro da normalidade e não há alterações significantes no histórico.

“Estamos na transição do período de chuvas para o de estiagem. Já estamos no final de abril e os sinais da próxima estação, o chamado verão amazônico, começam a ficar mais perceptíveis e intensos. Esse descenso no Rio Acre é normal porque a quantidade de chuvas já começa a reduzir e tendem a ficar cada vez menos frequentes nos próximos meses. Ainda é muito cedo para fazer previsão de que se o verão este ano vai ser mais intenso do que nos demais anos”, ressalta Santos.

Ele lembra que no início deste ano o Rio Acre chegou a alagar alguns pontos de Rio Branco devido a cheia. Porém, o transbordamento não foi sentido por causa da remoção de milhares de famílias que viviam às margens do curso d’água para conjuntos habitacionais. O coordenador afirma que o comparativo de três anos é um período curto para se ter uma análise de como vai ser a intensidade da seca no Acre a partir do próximo mês. Apesar disso, a Defesa Civil Municipal já se adiantou.

“Para a estiagem nós já temos o Plano de Prevenção das Queimadas e Incêndios Florestais, que assim como o de Contingência do inverno é elaborado todos os anos. Esse documento prevê ações do Município e também em conjunto com o Estado. Prevenção e combate as queimadas, fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente [Semeia], apoio suplementar e atividades nos assentamentos de agricultura familiar são algumas das diversas ações previstas”, finaliza Santos.

Plano de Contingência

Assim como a Defesa Civil Municipal, o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) já elaborou o Plano de Contingência para o verão amazônico, período de poucas chuvas e temperaturas elevadas na região entre o final de abril e o fim do mês de outubro. Campanhas de conscientizações e formação de brigadas são algumas das ações previstas no documento elaborado pelo CBMAC e que envolve outros diversos órgãos do Estado e de vários municípios.

Secretarias de Saúde do Acre (Sesacre) e de Rio Branco (Semsa), Defesa Civil Municipal e Secretaria de Meio Ambiente (Semeia) também participam do Plano de Contingência. “Juntos, todos esses órgãos traçam ações que competem a cada um deles para enfrentar possíveis eventualidades no período de poucas chuvas, altas temperaturas e vegetação seca”, fala o major.

 

As condições climáticas do período são favoráveis a constantes e elevados incêndios ambientais na área urbana e, principalmente, rural. Devido a isso, o documento elaborado pelo Corpo de Bombeiros prevê que a corporação realize formação de brigadas de combate a incêndios junto aos produtores rurais para realizar as primeiras ações. Campanhas educativas também serão feitas.