Rio Branco
32°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
14:48

Queimadas aumentam 82% em relação ao mesmo período de 2018, diz INPE

Não é novidade. Mas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou um aumento de 82% na quantidade de queimadas este ano em relação ao mesmo período de 2018. Segundo os dados, entre janeiro a agosto foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em 7 anos no país.

De acordo com o órgão, cinco estados tiveram um maior aumento no número de queimadas no Brasil desde o início do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado: Mato Grosso do Sul, com uma alta de 260% em relação a 2018; Rondônia, com 198%; Pará, com 188%; Acre, com 176%; e Rio de Janeiro, com 173%. Se tomarmos como base apenas o número, Mato Grosso é líder, com 13.641 focos, o que representa 19% do total nacional.

Nas últimas 48h (contadas até 19 de agosto), o Brasil teve 5.253 focos de queimadas detectados pelo sistema do Inpe. Bolívia, Peru e Paraguai seguem com 1.618, 1.166 e 465, respectivamente.

O município acreano de Feijó aparece com 153 focos. Outro município que aparece no levantamento é o de Boca do Acre (AM) com 103 focos. No último sábado, 17, o aeroporto internacional de Viru Viru, na Bolívia, chegou a ser fechado devido à baixa visibilidade.

Acre em estado de situação de alerta ambiental

O Decreto Nº 3.776 foi publicado pelo governador Gladson Cameli na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de 16 de agosto. Com isso, a Defesa Civil Estadual pode solicitar apoio técnico e logístico de toda estrutura administrativa direta e indireta estadual nas suas ações.

Com mais de mil focos de calor registrados entre 1º de janeiro e 7 deste mês, além da alta incidência de queimadas nos 22 municípios.

O apoio pode ser dado em atividades de prevenção, combate e controle de incêndios, queimadas e focos de calor em todo estado. O decreto determina que sejam adotadas ações práticas para minimizar a quantidade de queimadas e as consequências dos incêndios no verão amazônico, período de poucas chuvas, tempo seco e altas temperaturas que inicia no fim de junho e segue até o início de outubro. Nessa época, os riscos de queimadas aumentam com a baixa umidade e calor.

Segundo o CBM-AC, o número de incêndios ambientais na Zona Urbana de Rio Branco aumentou mais de 137% em um ano. Nos primeiros 12 dias deste mês, 468 incêndios foram registrados na cidade.