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terça-feira, 4 de agosto de 2026
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Coreia do Sul decreta desastre nacional após onda de calor histórica deixar 19 mortos

A Coreia do Sul decretou estado de desastre nacional diante da intensa onda de calor que atinge o país e já provocou 19 mortes, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde. O episódio é considerado o mais severo desde o início dos registros meteorológicos nacionais, em 1904.

A decisão foi anunciada pelo governo nesta terça-feira (4), após sucessivos recordes de temperatura e o aumento dos casos de problemas de saúde relacionados ao calor extremo. O presidente Lee Jae Myung determinou o reforço das ações de proteção à população e pediu prioridade máxima no atendimento às pessoas afetadas.

Recorde histórico de temperatura

O município de Yangsan, no sudeste do país, registrou 42,5°C no último domingo (2), a maior temperatura já medida na Coreia do Sul desde o início das medições meteorológicas, em 1904.

O novo recorde superou os 41,4°C registrados na mesma cidade apenas dois dias antes. Em Yangsan, os termômetros permaneceram acima dos 40°C por cinco dias consecutivos.

Outras cidades também enfrentaram temperaturas excepcionais. Em Gyeongju, os termômetros chegaram a 40,3°C, enquanto Daegu e Busan registraram calor intenso durante os últimos dias.

Mais de 2 mil pessoas passaram mal

De acordo com a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul, desde 15 de maio foram contabilizados 2.025 casos de doenças relacionadas ao calor, além das 19 mortes confirmadas até esta terça-feira.

As autoridades orientam a população a evitar atividades ao ar livre durante os períodos mais quentes do dia, manter a hidratação e permanecer, sempre que possível, em ambientes climatizados.

Governo reforça medidas de emergência

Durante reunião de gabinete, o presidente Lee Jae Myung classificou a situação como um desastre nacional e determinou a adoção de medidas emergenciais para reduzir os impactos das temperaturas extremas.

“Considerando a situação atual como um desastre estatal, devem ser feitos todos os esforços para proteger a vida da população, adotando medidas rápidas e abrangentes”, afirmou o presidente.

Além do atendimento à população, o governo também determinou monitoramento do sistema elétrico devido ao aumento expressivo do consumo de energia provocado pelo uso de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores.

Mais de 20 regiões receberam alerta máximo

Mais de 20 localidades permaneceram sob o nível máximo de alerta para calor, categoria criada neste ano para situações em que a sensação térmica prevista atinge pelo menos 38°C ou a temperatura máxima chega a 39°C ou mais.

Entre as recomendações das autoridades estão evitar exposição prolongada ao sol, interromper atividades físicas ao ar livre, buscar locais climatizados e aumentar a ingestão de água para prevenir casos de desidratação e insolação.

Mudanças climáticas e El Niño preocupam especialistas

Especialistas apontam que a frequência e a intensidade das ondas de calor têm sido agravadas pelas mudanças climáticas, somadas à influência do fenômeno El Niño. Segundo os pesquisadores, esses fatores favorecem a ocorrência de eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta.

A Coreia do Sul não é o único país afetado. Outros locais do Hemisfério Norte também enfrentam temperaturas acima da média e aumento no número de incêndios florestais durante o verão.