Desde os primeiros dias de mandato do atual governador Gladson Cameli que se repete a mesma ladainha da despetização. Toda semana, ou quase todos os dias, uma nova polêmica sobre os nomeados que teriam algum tipo de ligação com o Partido dos Trabalhadores ou com algum outro partido da Frente Popular. Tem gente que até se dedica a fazer busca pormenorizada no Diário Oficial do Estado todas as manhãs. De lupa em mãos, esses buscam pelo nome, sobrenome, filiação, semelhança, CPF, RG ou qualquer outro indício de que aquele ou aquela um dia já esteve entre os petistas ou próximos a eles.
E, nessa paranoia diária, nomes de técnicos competentes, essenciais para o bom andamento do serviço público nesse momento em que o novo governo se instala, são execrados publicamente e expulsos do governo imediatamente.
Em um novo governo que disse querer fazer diferente, desprezar a competência dessas pessoas parece um contrassenso.
Se competência não conta, o que vale, na verdade, é o QI. Não! Não se trata daqueles parâmetros científicos que revela o quociente de inteligência. De jeito nenhum! Trata-se do “quem indica” mesmo. Sendo assim, dependendo de quem é o padrinho, o nomeado fica, não importa a sua vida pregressa.
Essa lengalenga das nomeações ainda segue ao menos até o meio do ano, quando o quadro de servidores comissionados estará completo e devidamente ajustado. Evidentemente, nem todos estarão contentes, mas espera-se que, até então, todas as forças políticas de situação já estejam abrigadas em algum lugar no Executivo, com ou sem a despetização.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>