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terça-feira, 30 de junho de 2026
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Protesto mancha Planalto de vermelho, e Bolsonaro fala em ‘mangas de fora’ em atos contra governo

Um manifestante jogou na manhã desta segunda-feira (8) uma lata de tinta vermelha na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo um apoiador do presidente Jair Bolsonaro que estava no local, por volta de 9h um homem se aproximou do edifício, despejou o produto e deixou o local. Funcionários do Palácio do Planalto imediatamente passaram a limpar a rampa.

O Palácio do Planalto não se manifestou até o momento.

O governo está pressionado pela gestão da crise do novo coronavírus —com ameaça de sonegação de dados de infectados e mortos— e pela realização de protestos de rua neste domingo (7). Os manifestantes levantaram bandeiras antirracistas e contra Bolsonaro.

Na manhã desta segunda, Bolsonaro falou com apoiadores pouco depois de deixar o Palácio da Alvorada. Ele comentou as manifestações de domingo e as classificou como “o grande problema do momento”.

Protesto anônimo mancha de vermelho pé da rampa do Palácio do Planalto
Protesto anônimo mancha de vermelho pé da rampa do Palácio do Planalto – Ricardo Della Coletta/Folhapress

“Como eu peguei esse país? Vocês [apoiadores] têm razão do que pleiteiam e do que falam. Eu peguei um câncer em tudo o que é lugar. Um médico não pode de uma hora pra outra resolver esse problema todo. O grande problema do momento é isso que vocês estão vendo aí um pouco na rua ontem, estão começando a colocar as mangas de fora”, disse o mandatário, em declarações transmitidas pelo site Foco do Brasil, que apoia Bolsonaro.

Ele também criticou a imprensa e conclamou seus simpatizantes a “esquecer” jornais como a Folha e O Globo. “Ontem [domingo] para a grande mídia são democratas. Trinta anos de doutrinação em cima do Brasil, massificação, cada vez mais formando militantes”.

Bolsonaro afirmou ainda que, devagar, vai “arrumando as coisas” no Brasil e citou que no final deste ano deve indicar sua primeira vaga para o STF (Supremo Tribunal Federal).

“A gente vai vencer essa guerra aí. O Brasil não vai para a esquerda, não vai afundar. Não vai virar uma Venezuela como alguns queriam aí”, concluiu.

folha