O Projeto Violando que oferece aulas de violão gratuitas para adolescentes do Bairro Cidade do Povo está com inscrições abertas para Pessoas com deficiências visuais. A idéia é além de atender os moradores da comunidade, abrir espaço para esse novo público trabalhando a interação com os demais alunos. O curso tem duração de um ano.
Os instrumentos e o todo o material didático serão adaptados atender as necessidades destes alunos. Além disso, os demais alunos do curso irão auxiliá-los no que for necessário despertando a solidariedade nos adolescentes. Além dos alunos especiais e o curso também possibilita que os acompanhantes possam assistir às aulas.
“Para essa nova turma que começa em outubro, vamos oferecer aula de violão para deficiente visual, os demais alunos serão voluntários, para ensiná-los a caminhar pela escola, ir ao bebedouro, para que eles tenham noção espacial da escola, eles serão ajudados pelos colegas do grupo” explica Dantas.
As aulas acontecem todos os sábados das 16 as 17he30min, na Escola estadual Frei Heitor Torrin. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio do contato telefônico no número 9 9985-2200 ou através do email [email protected].
Música e inclusão social: Projeto violando iluminando caminhos através da música
Idealizado pelo Advogado Marco Antonio Palácio o projeto ensina aulas de violão para jovens de 12 a 17 anos moradores do bairro Cidade do Povo. Criado em outubro de 2015 o violando está em seu terceiro ano de atividade. Palácio conta que a idéia surgiu após o desejo dele de fazer algo que fosse além das rotinas de trabalho como advogado.
“Eu queria fazer trabalho voluntário, queria fazer alguma coisa, um trabalho voluntário qualquer, mas não sabia o que, até que o padre Máximo me convidou para da aula de violão no cidade do povo, no início eu não gostei muito da idéia, mas hoje eu não sei viver sem isso” diz.
Além de aprender a tocar um instrumento musical os jovens também aprendem questões como responsabilidade social e ambiental, e trabalham valores como de solidariedade, amizade e respeito através das atividades que são desenvolvidas durante a duração do curso.
“Dentro do projeto surgiram outras ações como o projeto arborizando, em que identificamos um desejo deles e a partir daí e eles tem que plantar uma árvore e cuidar dela por seis meses, em troca eles ganham o pediram , planta cuida que eu te reconheço”
A empresa que financia o Projeto o escritório de Advocacia Palácio Dantas fornece os instrumentos, estantes e material didático. Porém se o aluno danificar o instrumento ele tem que devolver para o grupo, e se o instrumento for roubado o aluno, o escritório e demais alunos pagam 1/3 do valor do equipamento. Segundo Dantas a intenção é trabalhar a responsabilidade e solidariedade entre os jovens.
“É uma forma de ter solidariedade entre eles, eles tem a consciência de que precisam ajudar o colega porque amanhã talvez o violão dele roubado” afirma. Além disso, os alunos aprendem também interpretação de texto. “Também buscamos através das aulas trabalharmos interpretação de texto, para que eles tenham noção de como se interpreta um texto” diz Dantas.
Segundo Dantas o projeto está aberto para receber voluntários comprometidos. “Se alguém mais quiser ser voluntário para aumentar o projeto, com aula de canto, aula de iniciação musical, o projeto está aberto” afirma.
Com quase três anos de Projeto já atendeu aproximadamente cinqüenta alunos, Eduarda Alves de 16 anos participa do projeto há dois anos, além de fazer o curso também é voluntária conta que o projeto trouxe muito aprendizado para a vida dela.
“Esse projeto nos ensina muitas coisas através da musica, e além disso ele nos traz aprendizado para vida. Para mim o conhecimento que adquirimos aqui é muito importante, esse projeto me fez parar para pensar na vida, mudou a visão que eu tinha da vida” garante a estudante.
Para Marco Antonio Dantas além de ensinar musica o violando trabalha com inclusão social “O projeto violando é um projeto de inclusão social, em que nós buscamos oferecer aos jovens o despertar pra música, para poesia e para que eles tenham uma nova percepção do universo”.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>