Produtores de açaí e vereadores de Rio Branco se reuniram nesta quinta-feira, 6, para pedir providências frente aos prejuízos que eles vem contabilizando desde do anúncio feito na última sexta-feira de que o açaí vendido no Mercado Elias Mansour estaria contaminado com protozoário causador da doença de Chagas.
Eles solicitaram também a criação de um selo de qualidade. Os produtores pediram ainda que os vereadores criem uma lei no intuito de garantir a segurança da população, e com isso eles possam voltar a comercializar os seus produto.
Para o produtor Marcos Alves, a distribuição do alimento ficou prejudicada, as vendas estão paradas.
“A gente quer uma facilidade para comercializar na legalidade. Nós podemos fornecer com qualidade, só é necessário garantir às pessoas que elas vão ter um produto de qualidade”, disse.
O vereador Artêmio Costa pediu uma audiência pública para a próxima semana. Na ocasião será discutida a proposta de criação do selo que funcionará como pactuaçao entre os produtores para que haja os devidos cuidados desde o preparo até a venda.
“A gente quer chegar a um denominador comum e talvez propor, nesse audiência, uma lei municipal para que haja uma cadeia de produção e ter um selo de qualidade para que o consumidor, quando for naquele local, saber que é de uma procedência boa”, disse Artêmio Costa.
Segundo o vereador, Eduardo Farias, há dois aspectos importantes quanto a criação do selo de qualidade de origem que devem ser levados em consideração, o econômico e o da saúde.
“É toda uma cadeia econômica que é prejudicada por conta de um problema real efetivo que nós temos que dar o devido tratamento, o segundo é no ponto de vista de saúde, nós não podemos expor a população a qualquer risco de tomar uma bebida que é cultural nossa como é o açaí, mas ao mesmo tempo correr o risco de contrair uma doença que pode levar até a morte”, disse.


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