O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Cesário Campelo Braga, voltou a tecer críticas contra o atual governo do Estado. Em artigo publicado recentemente o petista disse que o governador Gladson Cameli (PP) e o vice Major Rocha (PSDB) continuam perdidos na gestão, sem apresentar nenhum projeto para comandar o Acre. Disse ainda que Gladson e Rocha teriam cometido “estelionato eleitoral” ao prometer melhorias nas mais diversas áreas da administração pública, sem ter a intenção de cumpri-las.
“Fica cada vez mais notório que estamos diante de um verdadeiro estelionato eleitoral. As soluções para a segurança pública e saúde, apresentadas nas promessas de campanha, já estão com prazos vencidos. Aparentemente, não passaram de promessas vazias para enganar a população acreana. A composição do governo que priorizaria “técnicos” foi mais um chavão barato e o Estado foi fatiado entre os diversos campos políticos que compunham o agrupamento”, disse Campelo.
Cesário frisou também que o Plano de Governo apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral compõe “um calhamaço de mentiras já empoeirado na gaveta”. E acrescenta: “O documento, que não é mais lembrado, constantemente é acrescido de novas promessas a cada declaração infeliz do governador, que determina, muda a equipe, tenta terceirizar as responsabilidades para os secretários, diz que vai fazer, manda fazer e nada acontece”.
O petista citou ainda a disputa interna no grupo do atual governo por cargos. Ele acredita que esse também tem sido um dos motivos que agravou a situação estrutural do Acre. “As divergências internas do grupo demonstram claramente o objetivo dos que ocupam a máquina pública do Estado: se apropriar do orçamento público para
interesses próprios ou de empresas, estas últimas em sua maioria de outros estados, inclusive conduzindo a falências as já combalidas empresas do Acre, ampliando o desemprego, a violência e a fome em nossas cidades”, frisou. E acrescentou: “O período de avaliação ainda é curto e existe a possibilidade do governo ainda encontrar rumo, (torço por isso, mas duvido muito que aconteça), mas por enquanto o governo continua inerte enquanto os caciques disputam orçamento com vistas às eleições”.
Ao final do artigo Cesário fez uma pequena avaliação da derrota do Partido dos Trabalhadores nas eleições de 2018 tanto a nível nacional quanto estadual. “O Partido dos Trabalhadores foi derrotado nas urnas em 2018, devido equívocos, brigas internas agudas, desgaste temporal e por um discurso opositor assentado sobre promessas eleitorais mágicas e inexequíveis, além, é claro, do efeito resultante da onda nacional devastadora, fruto do golpe contra o PT e a democracia brasileira, que provocou o impeachment da Dilma e a prisão do presidente Lula, que seria novamente candidato à presidente”.


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