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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Presidente do Haiti é assassinado a tiros, diz primeiro-ministro

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, 53, foi morto a tiros por um grupo de agressores não identificados em sua residência oficial durante a madrugada desta quarta-feira (7), informou por meio de um comunicado o primeiro-ministro interino, Claude Joseph, que classificou o caso de “ato odioso, desumano e bárbaro”.

Segundo o premiê, a esposa de Moïse, Martine, 47, também foi baleada e está recebendo cuidados médicos. Sem dar mais detalhes, Joseph informou ainda que parte dos invasores falava espanhol, o que indicaria que eles não são haitianos.

“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e para proteger a nação. A democracia e a República vencerão”, disse o primeiro-ministro depois de pedir calma à população e afirmar que a situação de segurança do país está sob controle da polícia e das Forças Armadas.

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, durante entrevista coletiva em Porto Príncipe, em 2020 – Chandan Khanna – 7.jul.21/AFP

O ataque, no entanto, ocorreu em meio a uma onda crescente de violência ligada à crise política do país. Com o Haiti profundamente polarizado e enfrentando uma crise humanitária e escassez de alimentos, há temores de uma desordem generalizada.

Houve relatos de tiros ouvidos em toda a capital. Porto Príncipe vinha sofrendo um crescimento na violência enquanto gangues lutavam entre si e com a polícia pelo controle das ruas. No mês passado, o líder de uma espécie de coalizão de nove gangues conhecida como G9 anunciou que estava lançando um movimento revolucionário contra elites políticas e empresariais do país, o que deixou as autoridades em estado de alerta.

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