O país vem atravessando um momento complicado na politica com a tentativa da aprovação das reformas Trabalhistas e da Previdência. Para o secretário-geral do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Marcelo Jucá, ressaltou a importância de a população ir às ruas lutarem pelos seus direitos.
“Precisamos da união de todos na luta contra essas reformas que tem objetivo de prejudicar ainda mais os trabalhadores. A população precisa ir às ruas, pois o Governo Federal está querendo a qualquer preço aprovar esses projetos”, disse Marcelo Jucá.
Quase nada mudou no texto-base da reforma da Previdência, nessa terça-feira (9), mas a matéria avançou rumo à aprovação da proposta do governo do presidente Michel Temer (PMDB) de mudar as regras para a aposentadoria. A matéria será votada agora em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados.
Entre os principais pontos do relatório, que seguirá para votação no plenário da Câmara, estão a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres para aposentadoria. Também ficou mantida a exigência de pelo menos 25 anos de tempo de contribuição. A proposta cria ainda uma regra de transição para quem já está no mercado de trabalho.
Já a proposta de Reforma Trabalhista passou pela Câmara e agora será analisada no Senado. As alterações mexem em pontos como férias, jornada, remuneração e plano de carreira, além de implantar e regulamentar novas modalidades de trabalho, como o trabalho remoto e o trabalho por período.
O projeto prevê ainda que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada e banco de horas.
“A Reforma Trabalhista, caso seja aprovado, é um reprocesso para classe trabalhadora. Direitos conquistados no passado podem deixar de existir. Por isso as centrais sindicais em todo o Brasil vêm buscando alternativas nas esferas políticas e jurídicas para anular esse projeto”, salientou.
Para o sindicalista, a negociação hoje existe para ampliar o direito do trabalhador, mas o que está colocado no projeto abre a possibilidade para diminuir os direitos.
“Em todo momento de crise o empresário tenta impor mudanças que acabam com os direitos usando o argumento da retração econômica. Com a possibilidade de o negociado prevalecer sobre o legislado, essas situações vão se intensificar. A maioria dos trabalhadores ficaria entregue a uma negociação com o patrão numa situação extremamente desfavorável”, diz.


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