Os povos indígenas do Acre realizam nesta terça-feira, 22, manifestações contra o Projeto de Lei 490/2007, que abre as terras indígenas para a exploração econômica predatória e inviabiliza, na prática, novas demarcações.
Os indígenas exigem que o PL 490 seja retirado de forma definitiva da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Em Rio Branco, a manifestação está marcada para começar às 8 horas, em frente ao Palácio Rio Branco e não tem hora para acabar.
“Essa mobilização é a nível nacional, vai acontecer em todos os estados brasileiros. O PL 490 é inconstitucional, fere acordos internacionais e afronta os direitos originários e constitucionais dos povos indígenas. Caso esse projeto seja aprovado, vamos deixar de ter voz sobre as nossas terras. Esse PL representa os interesses da bancada ruralista do agronegócio e afronta os nossos direitos”, explica cacique Ninawa Huni Kuin, que é presidente da Federação do Povo Huni Kuin do Acre.
A manifestação faz coro a mobilização nacional de lideranças indígenas, que há três semanas realizam manifestação em Brasília. Além da capital, também serão promovidas manifestações em Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.
A mobilização no Acre está sendo puxada pela Federação do Povo Huni Kuin (Fephac), Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), em parceria com o Instituto Mulheres da Amazônia (IMA).


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