
A falta de fiscalização do governo federal nas fronteiras e territórios indígenas tem propiciado a chegada de madeireiros próximo à fronteira. Os povos Ashaninka de Marechal Thaumaturgo, no Acre (Brasil) e Peru estão denunciando o desmatamento ilegal na região.
A Associação Ashaninka do Rio Amazônia – Apiwtxa produziu um dossiê denunciando o desmatamento ilegal e a ameaça aos povos indígenas brasileiros e peruanos, da fronteira entre o Acre e o Peru, e moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá.
O documento intitulado: “Uma grande ameaça para os povos indígenas do Yurua, Alto Tamaya e Alto Juruá” é assinado pela Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa); Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), além de mais oito entidades indígenas peruanas.
Entre as ameaças, destaque-se a abertura ilegal do trecho da estrada UC-105 que vai de Nueva Italia a Puerto Breu, no Peru, por empresas madeireiras e outros grupos. O dossiê também expõe uma série de documentos oficiais, mapas e falas das lideranças, que mostram o risco que este empreendimento representa para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região.

Paralelo, os indígenas também estão sendo pressionados por narcotráficos que transitam livremente na região. “É uma estrada que afeta diretamente a nossa vida, aqui, no Brasil. A gente não sabe até onde essa exploração pode chegar, inclusive, os riscos de morte que esse empreendimento pode gerar a quem se coloca contra esse tipo de atividade ilícita”, frisou a liderança Ashaninka, Francisco Piyãko.


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