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segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Povo Ashaninka investe em projeto de piscicultura na Aldeia Apiwtxa

A Associação Apiwtxa está construindo novos açudes e reformando alguns antigos, como parte do Projeto de Piscicultura da comunidade na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia. Ao final serão 30 açudes, com produção de peixe, visando a sustentabilidade e segurança alimentar do povo Ashaninka da Aldeia Apiwtxa.

O projeto prevê a construção de 30 açudes (Foto: Associação Apiwtxa)

“Este é um projeto para nossa sustentabilidade na comunidade. Estamos trabalhando para que futuramente tenhamos esses açudes com muita produção para termos um mercado interno da comunidade com peixes e a Cooperativa Ayõpare cuide desta produção”, explica Wewito Piyãko, presidente da Associação Apiwtxa. A Cooperativa Ayõpare é a instituição da comunidade responsável pelo comércio interno e externo.

Os açudes estão sendo construídos pela própria Associação Apiwtxa e o projeto contou com o apoio da Prefeitura de Marechal Thaumaturgo para a aquisição de uma parte dos alevinos.

“A comunidade vai ganhar um trabalho muito bonito, muito grande, feito por nós mesmo da Apiwtxa. É a garantia de uma produção sustentável, alimentação para nossa gente e também, no futuro, uma produção que pode chegar à cidade de Marechal Thaumaturgo”, reafirma Wewito.

Tradição Ashaninka de recuperação

O projeto faz parte de uma tradição do povo Ashaninka da Aldeia Apiwtxa (Foto: Associação Apiwtxa)

Francisco Piyãko, uma das lideranças da comunidade, explica que este projeto faz parte de uma tradição do povo Ashaninka da Aldeia Apiwtxa de buscar a recuperação e manutenção do seu território. Com a população da TI aumentando, o povo percebeu a necessidade de implementar alternativas na alimentação, como a criação de peixes, tanto para garantir a segurança alimentar, como para dar um descanso à fauna local.

“Não podemos de maneira nenhuma descuidar, pois o peixe é um alimento muito importante para nosso povo. Esses açudes podem atender nossa comunidade por pelo menos 20 anos, e vindo, quem sabe, a contribuir para um comércio externo, ajudando comunidades no entorno”, explica Francisco. “É uma questão de todos os povos que moram na região e dependem desse rio, dos lagos e da floresta. A gente precisa trabalhar para que nossas comunidades tenham condições de ter alimento suficiente para nossa vida”, finaliza.