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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Por benefícios na carreira e isonomia, gestores e técnicos protestam em Rio Branco

Gestores de políticas públicas e técnicos em gestão pública realizaram na manhã de terça-feira, 5, um manifesto por pagamento de benefícios na carreira, que está em atraso, e isonomia de ambas profissões em relação a outros cargos no Estado. Com camisas pretas, os manifestantes reivindicaram as solicitações em frente a Casa Civil, Centro de Rio Branco, para chamar a atenção do governo e sociedade em geral para os pedidos feitos pelos servidores públicos há vários anos.

A ideia era que o governador Gladson Cameli (Progressitas) recebesse representantes do Sindicato dos Gestores de Políticas Públicas e dos Técnicos em Gestão Pública do Estado do Acre (Sintegesp) para tratar sobre a situação. Os profissionais buscam o pagamento de retroativos, do prêmio de valorização de 2018, publicação de metas dos prêmios de 2017 e 2019, além da revogação da portaria que impede o acúmulo de função gratificada (33%) dos técnicos dos órgãos.

Coordenador geral do Sintegesp, Gerliano Nunes afirmou que desde o governo passado as categorias pedem o cumprimento das pautas. De acordo com ele, desde janeiro deste, as reivindicações são apresentadas à atual gestão e nenhum posicionamento foi dado. “Só recebemos respostas rasas e sem definição. O governo não nos dá um posicionamento concreto e as respostas sempre são imprecisas e superficiais. Queremos uma posição concreta do governador”.

Incorporação de gratificações e enquadramento de classe de gestores/técnicos também estão entre as reivindicações feitas. O coordenador administrativo destacou que desde 2016, o Estado não cumpre as obrigações junto às duas categorias. Ele destacou que as respostas dadas até o momento pela gestão pública estão longe de atender à categoria, que não descarta a deflagração de uma greve geral caso não haja solução. Ao todo, mais de 500 pessoas são filiadas ao sindicato.

“É necessário que o governo se proponha a sentar com a gente para negociar essas questões da maneira correta. A gente tenta construir uma agenda de negociação, mas com esse governo está sendo ainda mais difícil do que o anterior. Ainda não temos nada definido sobre paralisação ou greve das categorias, e vamos decidir isso de forma conjunta em assembleia geral. Até lá, continuaremos a buscar nossos direitos e outras movimentações serão realizadas”, garantiu Nunes.

Enquanto os servidores estavam em frente a Casa Civil, o governador Gladson Cameli se reuniu com representantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Para Márcio Barbosa, coordenador administrativo do Gabinete do vice-governador, a disposição de receber membros do Judiciário e não os manifestantes demonstrou a falta de interesse em relação a eles. “A gente só quer que nossos direitos legais sejam garantidos”. A reportagem procurou o governo e não obteve retorno.