REPÓRTER OPINIÃO
A Policlínica Barral y Barral, em Rio Branco, já está atendendo pacientes com suspeitas de Dengue, numa média de 100 pessoas por dia que chegam com os sintomas da doença. De acordo com a diretora da unidade, Tainã da Costa, os médicos da unidade estão aptos a diagnosticar os pacientes, todos os dias, seguindo a uma determinação do secretário Municipal de Saúde, Frank Lima, para desafogar as unidades de pronto atendimento do estado, as UPAs.
Em vídeo distribuído nas redes sociais, o secretário havia feito um chamado às pessoas para que procurassem a unidade, evitando o congestionamento que vinha acontecendo nas unidades de saúde do estado, e anunciando também que as unidades de referência em atenção primária, as Uraps, espalhadas por toda a Rio Branco.
O atendimento no Barral y Barral para a Dengue chegou num momento em que o sistema de saúde de Rio Branco começava a dar sinais de estrangulamento por conta da sobrecarga de atendimentos na rede estadual, sobretudo, na UPA Franco Silva, no Baixada da Sobral.
Por ser ‘porta aberta’, termo usado pelos próprios profissionais de saúde para dizer que uma unidade atende as pessoas com todos os tipos de problema, a UPA da Sobral estava com dificuldade para realizar os atendimentos, com centenas de pacientes chegando à unidade encaminhados pelas Uraps, administradas pela Prefeitura de Rio Branco.
Isso gerou insatisfação nos pacientes, que tinham de esperar por até 5 horas para serem atendidos.
Até então, desde que os casos de Dengue aumentaram na cidade, o número de pacientes da UPA da Sobral havia subido de 200 para 380 pacientes por dia. Desse total, uma média de 300 pessoas buscavam a unidade por suspeitas de estarem com a doença.
O prefeito Tião Bocalom já decretou estado de emergência para a doença, depois que do dia 3 a 21 de janeiro, foram registrados 1.494 casos notificados de dengue.
Os números atualizados da Dengue mostram que até esta semana, mais de três mil casos foram notificados em Rio Branco, desde o início do ano. Em 2020, neste mesmo período, as notificações eram apenas 457, o que dá um alta de mais de 600% no número de casos suspeitos.


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