Rio Branco
35°C
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
12:46

Polícia Civil de SC afirma que federalização do caso Orelha não cabe e descarta omissão

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) afirmou que não há fundamento jurídico para a federalização do caso do cão Orelha, morto após agressões na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. Segundo a corporação, não houve omissão por parte da Justiça estadual, nem caracterização de violação de direitos humanos que justifique o deslocamento da competência para a esfera federal.

A morte do cão comunitário, conhecido como Orelha, causou comoção nacional e internacional e motivou protestos em diversas regiões do país, além de pedidos para que a investigação fosse assumida pela Justiça Federal.

Atualmente, o caso está sob investigação de duas delegacias em Florianópolis: a Delegacia de Proteção Animal (DPA) e a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle).

De acordo com as apurações, quatro pessoas teriam envolvimento direto na morte do animal. Dois dos adolescentes investigados viajaram para a Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, logo após o ocorrido. Eles retornaram ao Brasil na quinta-feira (29), quando tiveram celulares e roupas apreendidos pela polícia.

Polícia Civil diz que caso não se enquadra para federalização

Nas redes sociais, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, declarou que o caso não é passível de federalização. Segundo ele, “não há omissão” por parte das autoridades estaduais e tampouco há registro de “violação de direitos humanos”.

O delegado-geral também reforçou publicamente que não mantém relação pessoal com advogados ou investigados ligados ao caso do cão Orelha.

Justiça Federal pode assumir o caso?

Em entrevista, o advogado, professor e mestre em Direitos Humanos Pedro Henrique Hilário explicou que, como regra geral, a competência para julgar o caso é da Justiça Estadual.

“Quando analisamos uma situação como essa, precisamos verificar onde o crime ocorreu e se existe algum vínculo com a União. Na ausência desse vínculo, a competência permanece estadual, como ocorre, a princípio, no caso do cão Orelha”, afirmou.

O especialista destacou que a Constituição Federal prevê exceções, como o deslocamento de competência em casos de grave violação de direitos humanos. Nesses cenários, o processo pode ser transferido para a Justiça Federal.

Segundo Hilário, parte da mobilização em defesa da federalização está ligada à desconfiança sobre a condução das investigações. “Pelo que foi noticiado, há preocupação com a imparcialidade, especialmente diante de indícios de tentativa de interferência por familiares de adolescentes investigados, incluindo possíveis intimidações a testemunhas”, concluiu.

PalacebetjojobetjojobetganobetpadişahbetEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis Siteleribahis güvenilir bahis siteleriEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis SitelerijojobetGrandPashabet Güncel girişgrandpashabet güncel girişgrandpashabet girişGrandpashabetslot siteleriEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis Sitelerigüvenilir bahis sitelerijojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobetjojobet girişjojobet güncel girişjojobetjojobet girişjojobet güncel girişGrandpashabetGrandpashabetjojobetjojobet girişjojobetjojobet giriş