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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Plano de contingência para período de seca é de apelo ao bom senso, diz autoridades

Plano de contingência para período de seca é de apelo ao bom senso, diz autoridades

O Corpo de Bombeiro Militar do Acre (CBMAC), em parceria com os órgãos de gerenciamento e controle ambiental, lançou na manhã de ontem, 25, o Plano de Contingência contra Queimadas e urbana e rurais. Em reunião, os órgãos pontuaram a situação de seca vivida no estado e como ponto principal do plano está o pedido para que a população tenha bom senso e evite queimadas neste período.

O plano contém ainda o monitoramento diário dos focos de calor, risco de fogo e qualidade do ar, além da atuação diária das equipes nas ruas para efetuar a fiscalização e até possíveis punições para os infratores.

De acordo com o comandante-geral do CBMAC, coronel Roney Cunha, é preciso investir na orientação para que todos entendam os riscos aos quais são expostos. “Acredito muito nesse processo de fiscalização e orientação para que as pessoas entendam que queimar causa um prejuízo muito grande. Não só ao meio ambiente, mas à saúde, à educação.”

Além disso, ele afirma que se trata de um impacto negativo muito grande. “Se a sociedade não entender que com esse prejuízo, nós vamos desencadear um processo difícil nesse período de estiagem, fica tudo mais complicado. Há um risco iminente de fogo, segundo os dados dos órgãos de controle e gerenciamento ambiental”, alerta.

Desta forma, os órgãos de fiscalizações estarão atuando em todo estado para tentar amenizar a situação através da coordenadoria da defesa civil estadual e municipal.

O secretário de meio ambiente do Acre, Edgard de Deus, diz que as equipes já estão trabalhando com o objetivo de atenuar a situação. “A gente já está com o pessoal nas ruas, as multas são altíssimas, mas sabemos que não é o suficiente. Então o nosso principal apelo, não só em relação ao fogo, mas também ao desmatamento.”

O secretário segue com o apelo. “É preciso que as pessoas entendam que tanto na área rural, como na área urbana não dá para utilizar o fogo, principalmente, como forma de limpeza desde o ponto de vista de prejuízo material como a saúde prejudicada em consequência desta prática.”

Nível do Rio Acre

Apesar de o nível do Rio Acre apresentar uma cota ainda superior à registrada no mesmo período do ano passado, 1,91 metro na medição da manhã de terça-feira, 25, esta é a segunda cota mais baixa para julho, de acordo com a medição dos últimos 13 anos. Em 2005, por exemplo, no mesmo período, o nível do manancial era de 2,18 metros.

A preocupação com esse nível é o abastecimento da cidade. O superintendente do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Miguel Félix, diz que a estiagem é um período de preocupação.

“As medidas de investimento devem ser as mesmas do ano passado. De modo que para esse ano, nós estamos com a certeza, segurança e conhecimento já adquiridos no ano anterior, no qual conseguimos vencer com certa tranquilidade e esperamos que esse ano seja da mesma forma”, concluiu.