Rio Branco
24°C
quarta-feira, 22 de julho de 2026
02:28

“Perdi minha filha, pela imprudência de um irresponsável”, diz mãe de Marina

“Perdi minha filha, pela imprudência  de um irresponsável”, diz mãe de Marina

A família da acadêmica de jornalismo, Marina Oliveira, está inconformada com a sentença dada ao Wilke Ferreira Melo causador do acidente que vitimou Oliveira, no dia 4 de abril de 2016. O réu foi condenado ao pagamento de indenização, no valor de R$ 5 mil, em favor dos “sucessores legítimos”.

Ainda de acordo com a sentença, da juíza de Direito substituta Kamylla Acioli, respondendo pela unidade judiciária, ainda aguardando publicação no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), o acusado também foi condenado a uma pena de dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), a qual foi comutada em duas penas diferentes de prestação de serviços à comunidade.

A sentença submete ainda o réu à interdição temporária de direitos, “consistente em proibição de frequentar determinados lugares, a serem especificados pelo Juízo de Execução” (das penas).

Para Izaura Sampaio, mãe de Marina, a família esperava que justiça fosse feita e que fosse sentenciada uma pena mais pesada para que ele pudesse sentir.
“Para ele não mudou nada nem vai mudar, estamos arrasados com o resultado”, conta a mãe.

Em sua página no Facebook, dona Isaura faz um desabafo sobre o resultado da sentença:

“Uma pena muito branda, para quem descumpriu as normas de trânsito, pois quando se está em alta velocidade, como o que aconteceu nesta situação, automaticamente se assume o risco de matar. Portanto essa justiça de trânsito precisa ser mudada. Quantas e quantas Marinas, precisamos perder, por imprudência de alguém. Me sinto muito triste, com essa decisão da justiça. Mas ao mesmo tempo aceitando os fatos porque sou brasileira, infelizmente, pois se a justiça realmente prevalecesse, uma situação como esta, não se concluiria exatamente dessa forma. Perdi minha filha, pela imprudência de um irresponsável, mas, não perdi a fé em Deus, para suportar essas injustiças que demanda no nosso País 24 horas por dia, 30 dias do mês e 365 dias do ano”, desabafa.

O advogado de defesa de Wilke, Armyson Lee, diz que vai recorrer da sentença, pois considera o laudo pericial irregular.

“O ônibus que estava envolvido no acidente não foi periciado e sumiu. O motorista [do ônibus] disse que estava naquela mão porque a via estava cheia de buracos e o laudo diz que a pista era trafegável. Por isso, irei recorrer pedindo anulação por falha na perícia”, disse Lee.