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sábado, 4 de julho de 2026
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Paul McCartney critica carne no menu da COP30

O músico Paul McCartney criticou, em carta aberta, a decisão de incluir carne no cardápio da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Belém (PA) em 2025. O ex-Beatle, defensor dos direitos dos animais e apoiador do PETA, afirmou que a escolha “contraria o espírito do evento” e comparou a situação a “oferecer cigarros em um evento de prevenção ao câncer”.

“Estou escrevendo em nome dos meus amigos do PETA e pedindo que o cardápio da COP30 reflita o propósito da conferência, tornando-o vegetariano. Assim, a pegada de carbono seria reduzida e o evento daria um exemplo positivo ao mundo”, disse McCartney.

Segundo o artista, a decisão de servir apenas 40% de pratos vegetarianos durante a COP30 é incompatível com o discurso ambiental defendido pelos organizadores. “Fiquei chocado ao saber disso. Servir carne em uma conferência sobre o clima é o mesmo que oferecer cigarros em um evento de prevenção ao câncer”, escreveu.

Amazônia como símbolo ambiental

Na carta, McCartney também citou a importância da Floresta Amazônica, destacando seu papel essencial no equilíbrio climático global.

“A Amazônia é o pulmão da Terra. Ela absorve grandes quantidades de dióxido de carbono e libera oxigênio. Sua preservação deve ser prioridade para ambientalistas de todas as nacionalidades”, afirmou.

O cantor reforçou que a agropecuária intensiva é uma das principais responsáveis pelo desmatamento e pela crise climática, e pediu que a organização da COP30 lidere pelo exemplo.

“O próprio local da conferência reconhece que refeições à base de plantas têm uma pegada de carbono muito menor. Por isso, insisto que a COP30 adote um cardápio totalmente vegetariano”, concluiu o ex-Beatle.