Denúncias de fraudes no programa Asfalta Rio Branco levaram parlamentares do Acre a acionar a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (26). O empresário Jarbas Soster, envolvido no projeto, acusou engenheiros e empresas de apresentarem medições irregulares sob pressão, com a finalidade de liberar recursos públicos em pleno período eleitoral. Segundo Soster, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (SEINFRA) estaria no centro das irregularidades, com desvios que atingem diretamente o secretário Antônio Cid Rodrigues Ferreira.
A mobilização na PF foi liderada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e pelos deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB-AC), Tanízio de Sá (MDB-AC) e Michele Melo (PDT-AC). Os parlamentares defenderam a necessidade de uma investigação imediata e uma eventual ação civil pública contra os responsáveis, mesmo apoiando o projeto de melhoria da infraestrutura de Rio Branco.
A denúncia, porém, rapidamente ganhou tons eleitorais. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sindscon) criticou a ação dos parlamentares em nota divulgada nesta sexta-feira (27). O presidente do Sindscon, Carlos Afonso Santos, afirmou que a suspensão das obras seria prejudicial à cidade e classificou a movimentação como parte de uma disputa política.
O senador Marcio Bittar (União Brasil-AC), aliado do atual prefeito e candidato à reeleição, Tião Bocalom (PP), reforçou essa visão, afirmando que as acusações não têm relação com transparência, mas com a tentativa de impedir o avanço de Bocalom nas urnas. “Estão com medo de perder no primeiro turno para Tião Bocalom. O programa Asfalta Rio Branco está desmontando o discurso de que a gestão abandonou as ruas da cidade”, declarou Bittar.


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