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sábado, 8 de agosto de 2026
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Operação Golden Greed, da Polícia Federal, cumpre mandados no Acre

Das três operações que a Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira, 7, em duas delas, a instituição cumpriu mandados de busca e apreensão no Acre. Embora as ações tenham a ver com o combate a crimes de extração e comércio ilegais de ouro no Pará, a Justiça Federal expediu mandados a pessoas supostamente ligadas a esses ilícitos que estariam morando em um condomínio de luxo de Rio Branco.

Além dos crimes contra o meio ambiente, as operações Ganância, Golden Greed [ganância dourada em inglês] e Comando apura crimes de lavagem de dinheiro e corrupção e organização criminosa. A exceção no Acre é quanto a operação Comando.

Na operação Golden Greed, ao menos 17 mandados estão sendo cumpridos pelos federais no estado do Acre, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia. No total, são 82 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva.

As investigações da operação Ganância começaram em fevereiro de 2021 após uma denúncia envolvendo empresas de Porto Velho (RO) do ramo da saúde, com acusações de lavagem de dinheiro e licitações fraudulentas ligadas ao garimpo irregular na região. Sobre essas investigações, a PF também teria localizado suspeitos no Acre.

De acordo com a PF, entre os anos de 2019 e 2021, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 16 bilhões. O valor do impacto ambiental em apenas um dos garimpos identificados na operação foi estimado em cerca de R$ 300 milhões.

Na operação Golden Greed, os agentes identificaram servidores da Agência Nacional de Mineração do Pará além de organizações criminosas que atuam na extração e comércio ilegais de ouro no estado.

Já nas investigações da operação Comando, a única que não tem relação com o Acre, a PF identificou um grupo de criminosos envolvido no tráfico internacional de drogas e especializado no transporte de carregamentos de cocaína por meio de aviões.

A organização adquiria grandes quantidades de cocaína, na região fronteiriça do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, e levava, em aeronaves para a região de Jundiaí, em São Paulo.

Os crimes apurados nas investigações são os de usurpação de bem mineral da União, receptação qualificada, falsidade ideológica, redução do pagamento de tributos federais, corrupção ativa e passiva, promoção de organização criminosa, crimes ambientais, entre outros. (Com informações de Beatriz Albuquerque – Repórter da Rádio Nacional – Brasília)