Oito pessoas foram presas na manhã de ontem, 6, durante a operação “Coré” realizada pela Polícia Federal (PF) no intuito de combater o compartilhamento e publicação de pornografia infantil na internet. As prisões foram pedidas pela Justiça Federal e todas aconteceram em Rio Branco.
As investigações duraram pouco mais de um ano. Três pessoas foram presas por posse irregular de arma de fogo. Quatro pessoas armazenar conteúdo de pornografia, uma pessoa presa pelo compartilhamento do conteúdo, inclusive, com grupos internacionais, segundo informou o delegado Daniel Cola, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.
Ainda segundo as informações repassadas pela PF, há indícios de aliciamento de menores.
Dentre os arquivos apreendidos encontram-se arquivos contendo cenas de abusos de crianças e adolescentes do sexo feminino e masculino, incluindo cenas com recém-nascidos e bebês com menos de três anos de idade. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente as penas que variam de um a seis anos.
“Uma das pessoas foi presa pelo artigo 241 –A do Eca e quatro pessoas pelo artigo 241 –B. No caso do 241-A ele não só detinha a imagem, mas como disponibilizava para outras pessoas e os demais casos eram apenas armazenamento”, disse.
Ainda segundo Daniel Cola, não há um perfil único como faixa etária, por exemplo, “é bem variado, com pessoas um pouco mais jovens, até um pouco mais avançada.”
Além disso, ele acrescenta que até o momento não foi identificada qualquer tipo de ligação entre os acusados. Algumas pessoas faziam o compartilhamento via whatsapp.
Os crimes de pornografia infantil na internet são caracterizados por possuir, armazenar ou transmitir por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.
A operação
O nome da operação faz referência à deusa grega Coré que representava o feminino infantil, a inocência e juventude. Coré foi raptada por seu tio Hades com consentimento de seu pai, Zeus, e levada ao seu reino (o mundo dos mortos) onde tornou-se sua esposa e passou a se chamar Perséfone.
O nome Coré, que se refere a imagem arquetípica do feminino infantil que se transforma de forma forçada em mulher, faz alusão as vítimas de abuso que aparecem nos vídeos compartilhados, crianças e adolescentes que perdem sua infância e inocência sofrendo abusos muitas vezes de seus próprios familiares ou com consentimento desses.


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