O dia 15 passado mostrou que a sociedade não está dormindo, desatenta ao que está acontecendo no Brasil. As manifestações nos 26 Estados e no Distrito Federal foram um recado claro para o governo de Jair Bolsonaro e do seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o povo não vai se sujeitar a tudo que lhes é determinado. O povo não quer redução de repasses para a educação é quer uma Previdência justa, principalmente, para aqueles que estão em situação mais frágil em todo o sistema.
Bolsonaro, no entanto, reagiu mal aos protestos afirmando que aquelas multidões nas ruas eram compostas de imbecis e inúteis. Disse isso naquele dia 15 e repetiu agora em alto e bom som para quem quiser ouvir. Ora, essa não é a forma mais republicana de um presidente agir diante dos queixumes das massas. Essa é uma inabilidade política que é marca registrada do novo presidente.
Daqui a dez dias, uma nova manifestação deve ocorrer. Provavelmente, com maior apoio popular, pois o governo não demostrou qualquer aceno ao povo no sentido de tentar acalmar os ânimos de quem está vendo a educação brasileira descer mais um nível em comparação aos demais países do mundo e de quem está percebendo que vai perder direitos quando a Reforma da Previdência, aos moldes Paulo Guedes, estiver implantada.
Ao contrário disso, Bolsonaro, seus filhos e seus assessores mais próximos jogam gasolina cara na fogueira da insatisfação popular e dão de ombros como se dissessem: “tô nem aí pra vocês”.
Como foi dito acima, dia 30 tem de novo. Tem protestos e manifestações. Não é preciso dizer da importância da participação do povo nesses atos, pois, se o sapato nos aperta, e se sabemos onde dói, temos que fazer algo para não ficar descalço em meio à tortuosa estrada de pedregulhos ponteagudos.

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