O número de brasileiros vivendo em extrema pobreza no país aumentou de 6,6% para 7,4% de 2016 a 2017, de acordo com a linha da pobreza proposta pelo Banco mundial são extremamente pobres aqueles que tem rendimento de até R$$ 140,00 por mês. É o que aponta a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgados na quarta-feira, 05, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, em números absolutos, significa um aumento de quase dois milhões de pessoas extremamente pobres, uma variação de 13,5 milhões para 15,2 milhões. Já entre pessoas que vivem com até R $ 460,00 mensais, esse contingente variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período de 2016 a 2017.
Em 2017, o rendimento médio mensal domiciliar per capita no país foi de R$ 1.511. As menores médias foram no Nordeste (R$ 984) e Norte (R$ 1.011), regiões onde quase metade da população (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento médio mensal domiciliar per capita de até meio salário mínimo.
A Síntese de Indicadores Sociais 2018, analisou ainda o mercado de trabalho, aspectos educacionais e a distribuição de renda da população brasileira, a partir dos dados da PNAD contínua do IBGE e de outras fontes. A SIS 2018 revelou que 13% da população, 27 milhões de pessoas, viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas.
Ainda na ausência de melhores condições, o estado do Acre é o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domicílios sem banheiro de uso exclusivo. Já o Piauí, tinha a maior proporção da população sem acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (91,7%).
Esses resultados mostram uma diferença grande para o estado de São Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos serviços. A proporção da população sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de água por rede alcançou 3,6% e sem esgotamento sanitário por rede foi 7,0%.
O adensamento excessivo (domicílio com mais de três moradores por dormitório) foi a inadequação domiciliar que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país em 2017. O estudo mostrou ainda analise educacional, desemprego, e nível de escolaridade, além de igualdade de gênero.


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