Funcionando na capital desde a última quarta-feira, 7, o aplicativo Uber tem gerado vários comentários nas redes sociais. Se de um lado a população aprova o novo serviço, de outro os sindicatos de taxistas e mototaxistas exigem que os motoristas dessa modalidade, que para eles trabalham de forma irregular, paguem impostos para poder atuar nas ruas.
Atuando como mototaxista há oito anos, Valtemi Carvalho, diz não ter notado diferença com a chegada do Uber na cidade.
“Não vai durar muito tempo, o valor da gasolina em Rio Branco não é barato, quero ver quando eles fizerem uma corrida e com o dinheiro ainda precisarem interar para abastecer”, comenta.
Carvalho conta ainda que as pessoas que optam pelo mototaxi são os que precisam chegar logo ao seu destino.
“Eles oferecem um valor que aparenta ser mais em conta e nós trabalhamos com uma tabela que está defasada. Mesmo com a chegada deles pego em torno de 15 passageiros por dia, só melhora em época de pagamento”, relata.
Outra questão levantada pela classe é de que por ano um mototaxista chega a pagar quase R$ 2 mil por ano com permissão e INSS, sem contar com os gastos com manutenção da moto. Além disso, a categoria tem que cumprir acordos que selaram com a prefeitura como: trocar de moto a cada seis anos e fazer reciclagem a cada cinco anos.
De acordo com o diretor financeiro do sindicato de mototaxistas, Eriberto Gomes, atualmente, 1120 mototaxistas trabalham diariamente, pois são 560 permissões onde dois podem trabalhar.
Melhoria no serviço
Na quinta-feira, 8, representantes dos taxistas, mototaxistas, RBTrans se reuniram com o prefeito Marcus Alexandre, que garantiu que vai manter a fiscalização contra o Uber.
“Não é justo que eles trabalhem como nós e não paguem nenhum tipo de imposto. Nessa reunião, ficou acordado que vamos estudar uma possibilidade de darmos um desconto melhor para nossos clientes e eliminar esse sistema de pirangagem moderna”, disse Eriberto Gomes.
Uma das formas de economizar na corrida é o mototaxímetro, aparelho aprovado pelo Inmetro e que está em fase de adequação em quarto motos na cidade para que os passageiros se acostumem.
“Temos duas formas de acordo com os clientes: pela tabela ou o combinado. Com certeza com o mototaxímetro as corridas sairão mais baratas. Outra coisa é que com a gente o passageiro tem mais segurança, se fizermos algo de errado eles podem anotar a placa ou o número do nosso cadastro, que fica na moto e nos coletes. Se um Uber fizer algo de irregular o passageiro vai reclamar pra quem?”, questiona Gomes.


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