NÃO É O MOMENTO DE SER FLEXÍVEL


O governador Gladson Cameli não descarta a possibilidade de adotar o toque de recolher nas ruas. A medida até parece dura, mas diante dessa pandemia do novo coronavírus, acaba sendo plausível. “Evitar um maior dano à população”, diz o progressista. O fato é que as medidas adotadas até aqui pelo governo e prefeitura seguem tendo a aprovação da população. De certo não será diferente caso determine o tal toque de recolher. Em entrevista coletiva, realizada no final da manhã de ontem, Gladson prorrogou o período de quarentena até do dia 15 de abril. E não está descartado prorrogar por mais tempo ainda. Tudo vai depender da situação do Estado em relação aos números de casos e as orientações dos especialistas da área de saúde.

Cameli lembrou ainda que o Governo vai endurecer a fiscalização contra estabelecimentos que insistem em descumprir as medidas restritivas. Não discordo dessa postura, porém, tanto o Governo quanto Prefeitura precisam adotar medidas a fim de ajudar os pequenos empreendedores. Não se trata apenas de uma questão de Saúde, mas econômica também. E não se pode tirar a razão dos comerciantes quanto a preocupação de quebrarem. Essa possibilidade é tão real quanto o covid-19. Enfim, não resta dúvida que Gladson e Socorro tem feito o que está ao alcance deles.

É suficiente? Talvez não, mas é o que se pode no momento. Torcer para que os próximos dias a doença não se espalhe no Estado e, dessa forma, o Governo opte por flexibilizar as medidas até agora adotadas.


MEDIDAS ADOTADAS
A prefeitura tem feito um bom trabalho no combate ao novo coronavírus no Capital. Dentre elas, a higienização constante dos ônibus e desinfecção do Depasa e Corpo de Bombeiros no Terminal Urbano.


O JOGO CONTINUA
Engana-se quem pensa que o tabuleiro político parou por causa dessa pandemia do covid-19. Ao contrário, as peças estão se mexendo a todo o tempo. O presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Antônio Morais irá filiar-se no PSB, da prefeita Socorro Neri.


DE MALA E CUIA
Corre a boca larga que o vereador Clésio Moreira está deixando o PSDB, dos irmãos Rocha, para também filiar-se no PSB.


SENDO AGUARDADA
Outra possível filiação no PSB é da vereadora Elzinha Medonça, que inclusive está sendo cotada para ser a próxima líder da prefeita na Câmara de Rio Branco.


JÁ É FILIADO
Há um mês atrás o vereador Raimundo Neném assinou a carta de filiação no PSB. Portanto, essas adesões só corroboram os rumores de que o PSB não está dormindo quando se trata da reeleição de Socorro Neri. Estão fortalecendo o partido. Corretíssimos!


PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO
O presidente do Republicanos no Acre, deputado federal Manuel Marcos confirmou que o partido avalia a possibilidade de lançar pré-candidatura à prefeitura de Rio Branco. O nome ventilado é o do empresário Jebert Cavalcante.


VAI DISPUTAR
Quem também deverá disputar à Prefeitura da Capital é Luziel Carvalho. Após ser rifado no Progressista, filiou-se no Solidariedade e até o momento tem conseguido o devido apoio.


CANDIDATURAS CONFIRMADAS

Até o momento estão confirmados como pré-candidatos à Prefeitura de Rio Branco: Jamil Asfury (PSC), Jarbas Soster (AVANTE), Luziel Carvalho (SD), Minoru Kinpara (PSDB), Socorro Neri (PSB), Fernando Zamora (PSL), Roberto Duarte (MDB). Um amplo leque de opções ao debate.


PARCERIA FECHADA
A cúpula do PSDB fechou aliança com o MDB em Cruzeiro do Sul e indicará o vice na chapa de Fagner Sales, pré-candidato à prefeitura de Cruzeiro do Sul. A decisão foi entre os ex-prefeito Vagner Sales e os dirigentes da executiva municipal do ninho tucano. A aliança conta com a bênção do vice-governador Major Rocha.


O ESCOLHIDO

O nome deverá sair da Associação Comercial de Cruzeiro do Sul. O mais provável é que o indicado seja o do empresário Luís Antônio da Cunha. Sales destaca que a aliança é um avanço que poderá se estender em todos os municípios do Acre.


OPERAÇÃO DE GUERRA
Por falar em Rocha, cresce nos bastidores os rumores de que o PSDB prepara uma operação de guerra para a eleição de 2022. Aliás, não só o PSDB, mas o MDB. As duas legendas estariam unindo forças para pleitear o governo do Estado. Notícias de bastidores!!


VIRANDO EMEDEBISTA

Em Brasiléia, a ex-deputada Leila Galvão deixa o PT e se filia nesta manhã no MDB, para disputar a prefeitura. Vai bater de frente com sua ex-pupila, a prefeita Fernanda Hassem, que está bem avaliada no município, diga-se de passagem.


NEY NO MDB

Quem também deve aportar no MDB é o ex-petista Ney Amorim. Chegou-se a cogitar sua filiação no Progressista para disputar à Prefeitura na Capital, mas acabou não dando certo. Isso abriu precedentes para que se filie no MDB.


DISPUTA INTERESSANTE

A disputa na Câmara de Rio na eleição deste ano será bastante interessante, em especial, para o Partido dos Trabalhadores. Até um tempo atrás a legenda tinha quatro vereadores na Capital. Hoje, apenas dois. Mamed Dankar e Antônio Morais deixaram a sigla logo após a abertura da janela eleitoral.


REELEIÇÃO
O prefeito Bira Vasconcelos (PT) tem feito um bom mandato. Apoiadores do prefeito estão confiantes em sua reeleição.


ARTICULADOR POLÍTICO
Apesar da mudança de partido, Jenilson não perdeu seu protagonismo político. Ao contrário, sair do PCdoB e passar a integrar as fileiras do PSB o fortaleceu politicamente. A prova disso é que vem sendo o principal articulador político da prefeita Socorro Neri. Está nos principais debates.


FAVORITO NA ELEIÇÃO
O vereador Guedes Oliveira é um dos nomes que deve aparecer na disputa à prefeitura do Jordão neste ano. Com uma bagagem de dois mandatos seguidos, Oliveira tem sido considerado como o grande favorito a vencer a disputa. Pesa a seu favor ter o apoio do vice-governador Major Rocha e da deputada federal Mara Rocha.


MANOEL URBANO
O médico Eliatian da Silva Nogueira, conhecido como Dr Nogueira, tem sido cogitado para concorrer à prefeitura de Manoel Urbano. Falta-lhe apenas decidir a qual partido irá filiar-se.

Frase
“Nós estamos fazendo tudo que é possível. Agora da forma como querem não vai acontecer. Eu não vou mudar minha opinião, já que estamos sendo orientado por especialistas. Eu não posso dá um salto maior que a perna”.
(Governador Gladson Cameli ao falar sobre as medidas adotadas para combater o Covid-19 no Acre)

TÃO ACRE
REQUIASCAT IN PACE


No governo José Guiomard dos Santos era diretor do Departamento de Obras e Viação (DOV) o severo Dr. Achylles Peret e um de seus auxiliares de máxima confiança, Luís Januário, mestre carpinteiro das obras governamentais. Chefe de numerosa família e gostando demais de uma pinga, o Januário também fazia serviços extras para engordar o salário que não era lá essas maravilhas, na sua carpintaria particular localizada no Beco do Engole, hoje a Estrada 16 de Outubro, no Bairro do Quinze. Era especialista em serviço funerário, sempre pronto a fazer paletó de madeira para quem esticava as canelas.

Naquela época dos anos 40 havia poucos “clientes”, mas como homem previdente o Januário se defendia produzindo coroas fúnebres, coisa rendosa principalmente no Dia de Finados.


Uma ocasião defuntou um cidadão de numerosa família residente, e Januário foi contratado para fabricar o ataúde e uma coroa com a inscrição “Descanse em paz”. Trabalhou a noite e a madrugada inteira, mas de manhã o caixão e a coroa estavam prontos, conforme o desejo da parentela enlutada. Enterro seria à tarde, lá pelas quinze horas.


Uma hora antes do enterro aparece na oficina do tresnoitado Januário um emissário do cunhado do morto, com um bilhete e a coroa, recomendando que “acrescentasse à inscrição, por estar muito curta, as palavras ‘no céu’, se houve lugar. O Henrique Carregador, amigo do falecido, ficou à espera da aposição da palavra sugerida pela família do pranteado.


O prestativo êmulo de São José, naquela hora já lambido pelo efeito de generosas doses de Cocal, sem prestar a devida atenção no escrito, tratou logo de atender ao pedido, numa rapidez surpreendente.


Foi no doloroso momento da despedida e do cortejo sair para levar o finado à indesejada última morada que risadas a até indiscretas gargalhadas substituíram lágrimas e lamentos. Na linda e artística coroa roxa com letras amarelas colocada em cima do caixão, lia-se a sentida e derradeira homenagem do clã ao de cujus: “Descansa em paz no céu, se houver lugar”.