Namorado de acreana morta em Brasília é preso

“Confessou porque não tinha outro jeito de ela ter sido assassinada, ela não era envolvida em nada”. A frase é Jéssica Paz, – irmã de Marina Paz Katriny, de 30 anos, morta no Distrito Federal (DF) -, ao comentar a prisão de Walace de Souza Eduardo, de 34 anos, namorado da acreana, que confessou o crime.

Jéssica destacou ainda que os familiares estão aliviados com a prisão do rapaz. Ainda de acordo com ela, Walace tentou despistar a polícia de uma possível participação no homicídio.

“Ele só quis fazer com que as pessoas pensassem em outra coisa e tentou despistar. A Marina é conhecida por todos, todos que conheciam ela sabe que sempre foi intensa, foi bem única, e trouxe um alívio muito grande a prisão dele, sabíamos que ele ia ser pego, porque acreditamos em Deus. O sentimento é de alívio, estamos bem mais em paz e com certeza vamos tentar acompanhar o dia que ele for julgado”, disse.

O crime

A acreana foi achada morta e com o corpo parcialmente queimado na última quarta-feira, 18, próximo a uma estrada de terra, na BR-070, em Taguatinga (DF).

O delegado Mauro Aguiar, responsável pelo caso, após ouvir o suspeito, pontuou que na noite do crime, o casal consumiu álcool e drogas. Após sair do bar, quando seguiam em direção à casa do suspeito, começaram a discutir. Ele parou o carro no acostamento, às margens da BR-070, e iniciou as agressões contra a vítima.

“Ele confessou que desferiu as pedradas, que arrastou o corpo dela até o cerrado. Depois, amarrou as mãos, e a região da cabeça e boca com fita adesiva, e deixou o corpo lá. Ele foi até um posto de gasolina, cerca de um quilômetro à frente, comprou R$ 20 de combustível, voltou e jogou o líquido inflamável sobre o corpo da namorada”, disse o delegado.

Segundo a polícia, após o crime, o homem enviou uma mensagem, do celular de Marina para uma amiga dela, para desviar o foco da investigação. O delegado do caso diz que não há dúvida sobre a autoria do crime, registrado como feminicídio qualificado. A pena pode passar de 30 anos de prisão.

Marina foi enterrada no domingo, 22 em Rio Branco. Segundo a família, ela era formada em pedagogia e pós-graduada em ensino especial e se mudou para Brasília em busca de mais oportunidades. Antes de morrer, ela trabalhava como atendente em uma loja de shopping.