Rio Branco
28°C
sexta-feira, 31 de julho de 2026
18:08

NA DÚVIDA, NÃO REPASSE!

Na segunda-feira, dia 1º de abril, em alusão ao “Dia da Mentira”, tivemos diversas brincadeiras na internet. E como o tema que iniciou a semana foi a mentira, lembrei que quando eu era criança, e morava na cidade de Batatais-SP, gostava de assistir a turma do Chaves. Aliás, até hoje eu gosto (e continuo dando risadas). Porém, naquela época, eu assistia Chaves com certa tristeza, porque minha mãe me dizia que todo o elenco tinha morrido em um acidente de avião. Esse foi um boato que por alguns anos fez muitas pessoas acreditarem que realmente todos tinham falecido. Foi a primeira grande Fake News que tomei conhecimento.

Esse termo recente quer dizer “notícias falsas” em inglês, e vem sendo diariamente utilizado, sobretudo no meio político, em campanhas eleitorais, e, pasmem, até mesmo por vários detentores de mandato eletivo, que falseiam ou distorcem informações, que acabam sendo difundidas de forma massiva nas redes sociais (não vou citar nomes para não me rotularem).

Nesses dias recebi uma mensagem em um grupo de WhatsApp, em que o remetente disse: “não sei se é verdade, mas estou repassando”. Dá vontade de falar: “criatura de Deus, se tu não sabe se é verdade, nem deveria ter passado adiante”. E esse é o ponto principal: as pessoas repassam notícias, às vezes até de forma irresponsável, sem se dar ao trabalho de checar a fonte. É uma preguiça intelectual injustificável. E dessa forma contribuem para o caos: seja alardeando os outros com o desaparecimento de uma criança, ou até mesmo falando de uma nove gripe que está chegando no Brasil. Aliás, a esse respeito, o Ministério da Saúde lançou o “Saúde sem Fake News”, onde se pode verificar sobre as notícias relacionadas à área, que serão respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Mas, como identificar uma Fake News? Geralmente, o tom apelativo da mensagem já dá para desconfiar: “repasse sem dó, isso você não vai ver na grande mídia”. Outra característica que é comum às notícias falsas são os erros de português, de formatação, letras em caixa alta. Importante verificar também se a notícia não é antiga, se está atualizada, e se o título e subtítulo condizem com o texto (importante ler a notícia até o fim).

O amigo advogado Willian Moreira Alencar, a quem agradeço pela colaboração nesta coluna, listou alguns sites em que podemos verificar sobre a falsidade ou não das notícias: 1) Agência Lupa – a primeira agência de fact-checking do Brasil (checagem de fatos); 2) Aos Fatos – criadora da “Fátima”, um robô que apura a autenticidade da informação nas redes; 3) Uol Confere.

Em complemento à lista feita pelo amigo Willian (que espero que tenha aprendido a jogar futebol), recomendo também o “E-farsas”.

De toda a sorte, não é certo, não é ético, não ajuda os outros repassar notícias recebidas pelas redes sociais, sobretudo do WhatsApp, se houver alguma dúvida com relação à sua autenticidade.

Não é porque uma notícia favorece a sua opinião que ela deve ser repassada sem qualquer investigação, mínima que seja, sobre a sua veracidade. Amanhã pode ser um de nós a ter a honra maculada em razão de uma notícia falsa, distorcida, tergiversa. Não repassar Fake News, hoje, é quase um dever cívico, tá ok?