O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, promoveu nesta terça-feira 02 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o seminário ‘MP na Conscientização do Autismo’.
O evento foi realizado no auditório do MPAC e reuniu membros e servidores do MPAC, servidores e secretários de Estado e Município, representantes institucionais, sociedade civil, organizações não governamentais, associações civis e sindicatos e profissionais da área de Saúde.
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, procuradora de Justiça, Gilcely Evangelista, falou a respeito da importância do seminário e da busca pela inclusão e a necessidade de se legislar sobre essa matéria.
“Hoje é o dia mundial de conscientização do autismo. Não é uma data de comemoração, mas de conscientizar porque o autismo ainda é uma doença nova, foi reconhecida há pouco tempo. E o Ministério Público aliado aos seus parceiros, juntamente com a sociedade trabalha para buscar novas parcerias para a conscientização e, com isso, num futuro próximo, possamos legislar sobre a matéria e garantir mais beneficio às famílias de autistas”, destacou Evangelista.
Para a procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, é necessária a união de todos para se avançar nessa agenda. “Esta é uma forma de ajudarmos na conscientização e a informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com ele. Fazendo isso, estamos colaborando para a redução da discriminação e do preconceito que, infelizmente, ainda cerca as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica”, observou Kátia Rejane.
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: Inabilidade para interagir socialmente; Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; Padrão de comportamento restritivo e repetitivo. O diagnóstico é essencialmente clínico. Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências.
Rodada de palestras
Na ocasião, foram proferidas palestras com as médicas pediatras especialistas em neurologia infantil, Bruna Beyruth e Cholen Weklaenhg. Também palestrou sobre o tema, a Equoterapeuta Shirley Sousa Lessa e o presidente da “Associação Família Azul”, Sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre, Abrahão Carlos, que falou a respeito da importância da efetivação de políticas públicas.
“Em 2012 o autismo foi considerado deficiência, mas até hoje no campo da saúde não há medicação que trata o autismo disponível nas redes públicas via SUS. Além disso, carecem profissionais. Segundo a OMS são 70 milhões de autistas no mundo, sendo dois milhões no Brasil, e nove a dez mil casos no Acre. Aqui temos somente três neuropediatras atuando na rede pública. Há pessoas que ficam até dois anos na fila de espera aguardando agendamento e consulta. É preciso avançar nisso”, pontuou o presidente da Associação Família Azul.
A neuropediatra Bruna Beyruth contou que as características principais da pessoa com autismo é a dificuldade na interação social, a presença de rituais, rotinas e movimentos estereotipados.
“O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, multifatorial, que tem uma influência genética e tem clinicamente alterações de comportamento, onde a criança não consegue acompanhar em alguns aspectos os marcos do desenvolvimento. Cada criança o apresenta de uma forma, desde o leve ao severo”, conta a médica. (Com informações Agência de Notícias do MPAC)






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