Movimento Negro pede o fim do racismo e protesta contra Bolsonaro em Rio Branco

A manifestação, liderada nacionalmente pela Coalizão Negra por Direitos, se estendeu por todo o país. No Acre, o ato foi promovido pelo Movimento Negro Unificado.

O Movimento Negro do Acre ocupou as ruas do Centro de Rio Branco, Acre, nesta quinta-feiram 13, Dia da Abolição da Escravatura no Brasil. Com cartazes nas mãos, os ativistas pediram o fim do racismo e protestaram contra o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

A manifestação, liderada nacionalmente pela Coalizão Negra por Direitos, se estendeu por todo o país. No Acre, o ato foi promovido pelo Movimento Negro Unificado (MNU/AC).

“13 de maio não é um dia de comemoração, é um dia de luta, é um dia de denúncia contra o racismo, em relação a população negra. Hoje, nós estamos na rua reivindicando o direito à vida, contra a fome, auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, e o fora Bolsonaro”, frisou socióloga Maria Santiago de Lima, diretora de formação do MNU/AC.

O deputado federal do PT/AC, Leo de Brito, também participou do protesto. “Não podemos nos calar diante do racismo instalado na sociedade. Esse movimento que está acontecendo em todos os estados da federação contra o racismo, contra o extermínio da população negra e contra esse governo, que é a maior representação da Casa Grande, precisa ser fortalecido”, afirmou. 

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores do Acre, Cesário Braga, também compareceu ao manifesto. Para evitar aglomerações, a organização evento reuniu apenas algumas lideranças.